novembro 19, 2012

[Resenha] Marley & Eu – John Grogan

John e Jenny eram jovens, apaixonados e estavam começando a
sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para
casa Marley, “um bola de pelo amarelo em forma de cachorro”, que,
rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos.
 Era um cão como não
havia outro nas redondezas: arrombava portas, esgadanhava paredes, babava nas
visitas, comia roupa do varal alheio e abocanhava tudo a que pudesse. De nada
lhe valeram os tranquilizantes receitados pelo veterinário, nem a “escola
de boas maneiras”, de onde, aliás, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley
tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Imperdível.  
Classificação: 
304 Páginas || Skoob || Compare & Compre || Resenha da Kamila
Mendes
 


É
impressionante o reboliço que a adoção de um animal de estimação causa na vida
das pessoas. Decidi escrever essa resenha, porque hoje ganhei um gatinho de
minha mãe (já tinha um que está muito enciumado e desconfiado com o novo
filhote…rsrrsrs) e adotar um animal é realmente um ato de amor. Mas o livro
Marley & Eu vai muito além de
exaltar os benefícios da adoção animal. Na realidade, John Grogan conta a
biografia da ‘pessoa’ que esteve presente nos momentos mais importantes de sua
vida: o Labrador, com ‘distúrbio de personalidade’, Marley. Sendo assim, John narra,
com simplicidade e humor, seu amadurecimento como homem, profissional, marido e
pai, tudo com a companhia do inseparável Marley. Engana-se quem pensa que o
livro se resume ao que foi mostrado no filme (sim, Owen Wilson interpreta John
Grogan de forma magistral), mas a obra é mais profunda, pois fala de laços de
afeto.
 “Com o
dinheiro que gastamos com Marley, poderíamos ter comprado iates. Mas quantos
iates te esperam na porta de casa depois do trabalho ou te acordam com uma
lambida no rosto pela manhã?”
O casal
toma a decisão de adotar um cachorrinho quando Jenny se dá conta de que mal
consegue manter uma samambaia viva (um grande problema quando se pretende ter
filhos). John, então leva sua esposa para escolher aquele que ficaria mundialmente
conhecido como “o pior cão do mundo”.

Marley
tem problemas de comportamento: hiperativo, destrói tudo ao seu alcance, tem
medo de tempestades e trovões a ponto de abrir rombos nas paredes apenas para
tentar chegar perto de seus donos e se proteger. Também é um buraco sem fundo,
come tudo o que vier e ainda rouba da cozinha, da geladeira, sem contar que
bebe água do vaso sanitário. Enfim, o cão tem o comportamento que faria
qualquer pessoa lhe entregar a carrocinha. Mas a família Grogan escolheu ficar
com ele, e graças a tomada dessa decisão eles puderam vivenciar o amor mais
leal que algum dia poderiam conhecer.
Quando
a esposa sofreu com a primeira gravidez e John não conseguia falar com ela, foi
Marley que a consolou, permitindo que esta ficasse agarrada ao seu pelo,
chorando por horas a fio. Quando ela teve complicações pós-parto, o animal
aguentou calado e sem revidar, os gritos, e até uma surra que recebeu dela. E
mais, quando as crianças cresceram, Marley estava lá os ajudando a andar e até mesmo, a falar, cuidando dos
filhos de seus donos como cuidaria de seus próprios filhotes.
O livro tem uma grande carga de emoção. Tem
momentos que você parece não conseguir respirar de tanto rir; em outros tem
raiva de certos lapsos de intolerância dos donos e vizinhos. Em alguns ainda, você
se emociona com as atitudes abnegadas de Marley (mas, afinal, todo cão de estimação
é assim!) e quando chega o ápice da narrativa, não há viva alma que consiga
segurar as lágrimas.
Dou
cinco estrelas e recomendo a leitura a qualquer um que ame os animais,
independente de ser ‘pai’, ou ‘mãe’ de algum peludo, ou não. A leitura vale a pena
pelo exemplo de amor incondicional e fidelidade que o Pior cão do Mundo dá e recebe de seus donos, ou melhor, de sua família.
Quotes:
“Talvez ele detivesse o segredo da boa
vida, nunca se deter, nunca olhar para trás, viver cada dia com impulso,
vivacidade, curiosidade e disposição adolescente. Se pensarmos que somos
jovens, então talvez o sejamos, não importa o que diga o passar dos anos.”
“Para um cão,você não precisa de carrões, de grandes
casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um
graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre,
inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua
cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele
lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão
mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que
realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas
pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você
se sentir extraordinário?” 
Capas
pelo mundo:
  

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8 Comentários

  • Tânia
    24 novembro, 2012

    Adorei a resenha…
    Já assisti o filme e morri de rir das bagunças de Marley (tem como não gostar dele?????), certamente irei ler o livro, que me parece ser mais emocionante.

  • VANESSAANGELQ
    23 novembro, 2012

    Nossa o post está incrível,já li o livro e assisti o filme. A história é emocionante,Marley chega devagar e conquista toda a família e passa a fazer parte de momentos importantes: nascimento de filhos,mudança de casa e de emprego,uma história comovente.

  • Rafaela Marinho
    20 novembro, 2012

    Oi Pah, eu me identifico muito com esse livro, pois tenho um labrador fêmea (que, por sinal, está aqui do meu lado entretida tentando destruir uma bola de tênis). A história é realmente emocionante e só quem tem um furacão desses em casa sabe o tamanho do coração deles. Bela resenha e belo trabalho no blog, que conheci recentemente e gostei bastante. Parabéns!!

  • Evy Turner
    20 novembro, 2012

    Oie Kami! Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, só ver o filme. E se com o filme eu já me emocionei pra caramba eu fico imaginando qndo for ler o livro…rs.
    Ótima resenha!!

  • Aione Simoes
    Aione Simoes
    19 novembro, 2012

    Oi Kamila!
    Eu não vi o filme, mas li o livro e amei!
    É realmente como você falou, a carga emocional é enorme e a gente mescla choro com risada!
    Owhnn que lindo, que seu novo gatinho traga muito amor e alegrias na sua casa e que o gatinho mais velho o adote como irmão hehe!
    Tenho 7 gatos aqui 🙂
    Beijão!

  • Livroterapia
    19 novembro, 2012

    Amei esse livro!
    Muito lindo!

    Beijinhos
    Rízia – Livroterapias
    http://livroterapias.blogspot.com.br/

  • Vanessa Vieira
    19 novembro, 2012

    Parabéns pela resenha Pah! Já li Marley e Eu e curti bastante. O nome do meu cachorro é Marley justamente por isso…rs. Beijo!

  • Eylane Amaral
    19 novembro, 2012

    Adorei a resenha!Ainda não li o livro mas assisti o filme,e pelo que vi na resenha,o filme soube ser fiel ao livro. Assisti o filme e recomendo, junto com o livro.Ri muito e chorei,e lendo essa resenha acabei lembrando do meu cachorrinho que morreu há 2 meses, que era parecido com Marley =( To sentindo uma saudade imensa dele! Vou ler o livro com certeza.