[Fuxicando Sobre Chick-Lits] Desafio de Outubro: Uma Prova de Amor - Emily Giffin


"Chick-lit" é um gênero literário que abrange a vida da mulher moderna, sendo voltado, principalmente, para o sexo feminino. São romances leves, com um toque de humor, que narram o quotidiano e entram fundo nas dúvidas e emoções das personagens, transmitindo, normalmente, a sensação de estar lendo o relato de uma amiga. As história nesses livros poderiam facilmente ser uma conversa entre garotas ou mulheres, na qual há compartilhamento de sonhos, segredos, confissões.




Oi  queridos!

Último dia do mês mais lindo do ano e, com ele, minha resenha do Desafio Fuxicando Sobre Chick-Lits, que já está em reta final!
Esse mês, por termos comemorado meu aniversário e da Pah, deixei o tema livre! Assim, escolhi ler o único livro que eu ainda não havia lido de uma das minhas autoras favoritas: Uma Prova de Amor, da Emily Giffin.
Alerto vocês que publiquei a resenha desse livro essa semana em meu blog. Assim, fiz apenas algumas modificações nela para publicá-la aqui, mas parte do conteúdo é a mesma. Como sempre saliento, não é caso de plágio, ok?

Enfim, vamos ver a minha experiência com ele?

Primeiro vem o amor, depois vem o casamento e depois… os filhos. Não é assim? Não para Claudia Parr. A bem-sucedida editora de Nova York não pretende ser mãe, e até desistiu de encontrar alguém que aceite esta sua escolha, mas, então, ela conhece Ben. O amor dos dois parece ideal. Ben é o marido perfeito: amoroso, companheiro e — assim como Claudia — também não quer crianças. No entanto, o inesperado acontece: um dos dois muda de ideia a respeito dos filhos. E, agora, o que será do casamento dos sonhos? Uma Prova de Vmor é um livro divertido e honesto sobre o que acontece ao casal perfeito quando, de repente, os compromissos assumidos já não servem mais. Contudo, é também uma história sobre como as coisas mudam, sobre o que é mais importante, sobre decisões e, especialmente, sobre até onde se pode ir por amor. 

Chick-Lit || 432 Páginas || Novo Conceito|| Skoob || Compare & Compre || Classificação: 4/5  || Resenha de Aione Simões

Começo adiantando que os livros de Emily Giffin sempre me deixam confusa quanto a classificá-los como chick-lits. Como vejo o humor como característica presente desse gênero, os livros da autora não se encaixariam tão bem nele, já que o humor deles é bastante sutil e não é suficiente para considerá-los como “engraçados”. Entretanto, como chick-lits abrangem o universo feminino bem como os questionamentos feitos nos mais diferentes aspectos da vida da mulher, então as obras da autora seriam um clássico exemplo desse gênero.
É surpreendente a forma de como Giffin sempre consegue me manter atrelada as suas palavras até a última página. Mais do que curiosa pelos acontecimentos, me vejo encantada pelas reflexões feitas por suas personagens, pelas situações que me fazem pensar em minha própria vida. Apesar das diferentes mulheres que compõe o enredo, me vi refletida em cada uma delas, mesmo não sendo semelhante a nenhuma. Cada uma apresentou uma particularidade – ou várias – que me causou identificação, e essa proximidade certamente é um ponto mais do que positivo, já que torna sua obra universal.
Característica marcante de seus livros, Giffin novamente trouxe um assunto polêmico, embora comum e perfeitamente possível de acontecer com qualquer pessoa. Contudo, pela primeira vez senti certo vestígio de julgamento que não afetou meu envolvimento com a obra, mas que me incomodou durante a leitura. Claudia nunca quis ter filhos, e seu relacionamento com Bem era perfeito até o instante em que ele muda de ideia e declara que deseja ser pai. Achei interessantíssimo a autora abordar a temática da maternidade não desejada pela mulher, e fiquei, até o fim, curiosa pelo desfecho porque, para que ele fosse feliz, alguém deveria ceder, como indica o título. Contudo, me desagradou o fato de justamente a família de Cláudia, mais precisamente sua mãe, ser desajustada, o que insinua ser essa a razão para ela não querer ter filhos.
O que me desagradou foi o fato de haver essa insinuação. Por mais que Cláudia afirme por todo o livro não ser sua mãe a razão de sua opção, paira a dúvida, como se fosse preciso haver um problema para ela não desejar ter filhos. Em minha opinião, uma mulher pode, perfeitamente, não querer ser mãe pura e simplesmente por não desejá-lo, sem que haja um trauma para isso – e isso não tem absolutamente nada a ver com minhas próprias vontades, desejo um dia ser mãe. Com essa lógica do trauma, há a insinuação de que não querer ter filhos é um problema, algo possível de ser curado, quando, na verdade, representa uma escolha e/ou uma vontade. O fato de encarar tal opção como um problema demonstra certo julgamento, e isso não me agradou, principalmente por me parecer atípico nas obras de Giffin.
Também, a escolha da tradução do título não me pareceu tão apropriada, uma vez que sugere o desfecho, como já mencionado, enquanto o título original – Baby Proof – deixa mais claro o sentido da provação passada por eles devido ao súbito desejo de paternidade de Ben, não compartilhado por Claudia.
Tirados esses pontos, e esclarecido o fato do título ser apenas uma observação e não um obstáculo de leitura, minha experiência com Uma Prova de Amor foi excelente. Novamente, me deliciei com a escrita fluida e reflexiva de Giffin, e pude rapidamente me envolver com o enredo, sem querer me afastar dele até ter terminado a leitura. E um breve comentário é que a rápida aparição de Ethan, além da menção de Darcy, personagens de O Noivo da Minha Melhor Amiga e Presentes da Vida, foi uma grata surpresa que não apenas me alegrou por me dar notícias sobre eles como também me deixou nostálgica e com a sensação de eles serem reais, como se suas vidas realmente estivessem acontecendo em paralelo a essas outras histórias.
Agora, já tendo lido todas as obras de Emily Giffin, posso afirmar sem sombra de dúvidas que ela está entre minhas autoras favoritas, algo que eu já dizia antes mesmo de ter entrado em contato com todos os seus livros. Seu estilo reflexivo, porém de fácil leitura, abordando temáticas universais e permitindo uma fácil identificação com as personagens apresenta todos esses pontos na medida certa para agradar o leitor. Já vi muitas pessoas dizerem que acham seus livros monótonos; contudo, se você gosta de leituras que permitem certa introspecção e, ao mesmo tempo, são bastante agradáveis para se passar o tempo, essa é a pedida certa.



Fez resenha para sua leitura do mês? Então já sabe, né? Deixe o link aqui embaixo :)




Beijos para todos!











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28 comentários:

  1. Ainda não li nada da autora, mas vi várias resenhas positivas sobre seus livros.
    Pelo que você descreveu, os livros da autora tem uma trama um pouco mais pesada do que aquela que encontramos normalmente nos chick-lits. Mas, mesmo assim, fiquei interessada em ler Uma prova de amor. Conheço pessoas que não querem ter filhos (e não tem) e são felizes com essa decisão.
    Acho que se eles tivesse traduzido o título original, teria dado um outro tom na expectativa para os leitores em relação a história.

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  2. Emily Giffin também é uma das minhas autoras favoritas.
    Ainda não li esse mas li muito livros dela e não vejo a hora de comprar uma prova de amor para me emocionar uma vez mais..
    Costumo dizer que Emily tem o dom de tocar o leitor de uma forma que nos faça nos sentir no lugar dos personagens e nos emocionar e sentir quase que na pele!!
    Gostei demais dessa capa!!
    Beijos

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  3. A, eu lia resenha dele aqui no blog sim. É tão bom ouvir as pessoas falando bem da escrita da Emily. Apesar de eu não ter lido nada dela ainda isso me faz querer conhecê-la mais e saber se vou mesmo ficar presa até a ultima página do livro.

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  4. Eu ainda não li nenhum livro da Emilly Giffin :/ Eu realmente queria muito ler Uma prova de amor, parece um livro ótimo, estou com muita vontade de lê-lo. Mesmo que tenha uma escrita pesada para um chick-lit, eu só ouvi falar bem da escrita da autora! Outro livro que eu queria muito ler que é dela é O noivo da minha melhor amiga, que parece muito bom! Beijos

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  5. Nossa, eu não li nenhum livro da Emily Giffin e você já leu todos ?! Isso sim é gostar dela. Adoro histórias de amor de fácil leitura. Amo poder pensar no livro mesmo depois que eu facho ele, poder trazer algo dele para a vida. Quero ler!

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  6. Oi Mi*
    Chegou a doer meu peito agora ao ver este post, foi uma pena eu não conseguir continuar no desafio....
    Adoro esta autora e pretendo ler mais livros dela.

    Beijos*

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  7. Nunca imaginei que esse livro é um chick-lit. Sério! Nunca tive interesse nos livros da Emily, acho os temas tratados meio chatos, não gosto. O pessoal adora a autora, mas eu não consigo ver atrativos em suas obras!

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  8. Estou ansiosa para ler esse livro, acabei de ganhar e já esta na minha estante pronto para ser lido, só que o ultimamente não tenho tido muito tempo, porem pretendo em breve fazer a leitura... É bom saber que é um livro reflexivo e que aborda de uma maneira universal, problemas e dúvidas que todas as mulheres tem, dai a identificação...
    Se houve algum tipo de julgamento, como se a escolha de não ter um bebê fosse uma coisa errada, acho que a autora não fez com esse propósito, até porque como você mesmo disse, Giffin não é de fazer isso...
    Espero curtir a história de Claudia e Ben e ver a evolução da personagem com o relacionamento!!

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  9. Nunca li nenhum livro da Emily, acredita? hehe. Já tinha ouvido falar desta autora e me interessado pelos livros, so que não tive a oportunidade de lê-los. A-M-O o gênero que a autora escreve, gosto de livros que trazem reflexões para a gente.
    Fiquei curiosa para ler. Beijos

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  10. Acredita que ainda não li nenhum livro da autora?! Sempre tive medo dela parecer um pouco com Nicholas Sparks (fica sempre na mesmice). Mas só ouço falar bem dela. Vou me arriscar e pegar um livro dela pra ler. Gostei bastante do fuxicando chick lits de hoje.
    Bjokas

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  11. Oi Mi...
    Eu simplesmente AMO chick-lits! São divertidos e sempre deixam aquele gostinho de quero mais ao termina- lós .Eu não acho que as obras da autora se encachem muito nesse gênero, acho que é uma leitura mais adulta e reflexiva. Li Questões do Coração da autora e sinceramente não gostei muito, achei bem o que você falou que a maioria acha :monótono!
    Mas ainda quero ler O Noivo da Minha Melhor Amiga que muitas pessoas falam bem.
    Beijo.

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  12. Pra falar a verdade eu não sou muito fã de chick-lits mas tem alguns que eu simpatizado,e esse livro foi um deles e espero ganha-lo de aniversario para poder lelo.

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  13. Ainda não li esse livro, nem nenhum livro dessa autora, mas sempre vejo resenhas super positivas desse livro e isso me deixou com muito vontade de lê-lo! Mas eu nunca imaginei que esse livro fosse uma chick-lit... eu sempre achei que fosse aqueles romances tipo Nicholas Sparks haha!
    Beijos

    pomardoslivros.blogspot.com

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  14. Hey querida!

    Amei sua resenha, como sempre. Nunca li nada da autora, é uma das minhas maiores vergonhas como leitora. Os livros são tão bem falados que sinceramente não sei o que estou esperando!

    Um beijo
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

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  15. Que máximo, essa autora deve ser realmente maravilhosa, tem muitos livros lançados, e pelo jeito um melhor do que o outro estou ansiosa para ler.

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  16. Não imaginava que esse livro fosse um chick-lit, achei bem interessante a sinopse

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  17. O livro parece ser bem interessante eu nunca li nada da autora mas já ouvi falar muito bem das suas obras.
    Beijos

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  18. não li todos os livros da autora, mas os que li, gostei demais!
    estou bem curiosa para ler este!
    gosto dos livros dela pois, apesar de ser bem grandes, a leitura flui muito rápido *-*

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  19. Até agora não li nenhum livro da autora, mas tenho muita vontade uma prova disto é que todos os livros estão na minha lista de compras, pois as estórias pelo que posso ver na sinopses são lindas.Espero poder adquirir os livros da Emily logo.

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  20. Oi Aione!
    Eu só li um livro da Emily Giffin, "O Noivo da Minha Melhor Amiga", e gostei muito do livro. Na minha lista o próximo a ler dela é "Ame o Que é Seu".
    Eu não sei se "Uma Prova de Amor" seria um livro dela que eu leria. Ao ler a sinopse, o livro não me chamou muito a atenção. Mas como é um Emily Giffin, quem sabe mais futuramente eu de uma chance para ele =)

    Beijos!

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  21. Nunca li os livros dela, mas desde a bienal desse ano estou com vontade de ler algum. Vou procurar no skoob o mais indicado e vou ler. Variar um pouco a leitura

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  22. Oi Mi!
    Nunca li nenhum livro da autora, mas tenho curiosidade. Mas como você falou que sempre se remete a uma reflexão, eu logo imagino uma história triste no estilo Nicholas Sparks.
    E isso mesmo?

    Bjus...

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  23. Até hoje só li um livro da Emily Giffin e gostei muito. Não posso dizer que estava ansiosa para ler esse livro por que na verdade nem parei para pensar nele. O assunto realmente é bem polêmico e é um coisa que acontece, acredito que leria o livro só não agora e o que mais gostei foi ter mesmo que só uma passadinha rápida da Darcy.

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  24. Oi Aione, infelizmente, para mim, este livro foi uma das grandes decepções do ano. Fui correndo ler por ser fã da Emily e dei com a cara na porta. O livro tinha uma premissa interessante, mas a autora se perdeu em inúmeras páginas sem sentido, em personagens vazios que não amadurecem no decorrer da história e numa trama que roda em círculos. Não consegui gostar nenhum um pouco de nenhum dos personagens e simplesmente achei um absurdo a forma leviana com a qual a Emily tratou a maternidade, pois, no final, o que a Cláudia faz não é uma prova de amor. Não se escolhe ter ou não ter filhos como se escolhe comprar ou não comprar um sapato. Enfim, que bom que você gostou, porque para mim, depois dessa história, fiquei super ressabiada com a Emily. Ela com certeza caiu no meu conceito :o( Beijos, Mi

    www.recantodami.com

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  25. Ahhh Aione!
    Eu gostei mt do que li da Em, mas ainda não li esse!! E como eu disse, queria ter participado do desafio, mas o ano ta mt agitado pra mim!
    Acho que essa historia deve ser interessante e gosto de como a Emily costuma falar de temas polemicos de uma forma tão sincera. Nunca tinha parado pra pensar na mudança do titulo, mas é verdade que as vezes isso acontece (e acho que com os da Emily acontecem demais, ainda mais pq eles tem nomes tao legais em inglês, mas que ficam meio 'sem sentido' se forem traduzidos literalmente!

    Mas que bom que vc leu o que faltava!! Eu ainda tenho que ler mais Emily (e tb acho que eles são chick-lits mais maduros, vamos dizer assim!). Acho bem legal quando ha esse 'encontro' de personagens de outros livros...

    bjsss

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  26. Não sei... Acho que a leitura não iria me agradar pela história e até porque, como você disse, tem certo vestígio de julgamento que não afeta, mas incomoda. E julgamento dentro de livro me incomoda muito (por isso não suporto Nietzsche).
    Mas talvez algum dia eu dê uma chance a esse livro, já que confio muito no gosto das escritoras do blog.

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