novembro 07, 2013

[Resenha] Os cães nunca deixam de amar – Teresa J. Rhyne

A emocionante história de uma advogada, seu cão
adorável e um diagnóstico devastador. Namorado novo, casa nova. Teresa Rhyne
está tentando reestruturar a sua vida depois de dois casamentos fracassados.
Porém, pouco tempo depois de ter adotado Seamus, um beagle totalmente
incorrigível, os veterinários atestam que o cãozinho tem um tumor maligno e
menos de um ano de vida. O diagnóstico deixa Teresa devastada, mas ela decide
lutar e aprender tudo que está ao seu alcance sobre o melhor tratamento para
Seamus. A bem-sucedida advogada não tinha como saber, naquele momento, que
estava se preparando para o próximo grande obstáculo de sua vida: um
diagnóstico de câncer de mama.

312 Páginas ||
Editora
Universo dos Livros || Skoob || Compare & Compre|| Classificação:
5/5||
Resenha
da
 Kamila Mendes
Quando bati os olhos neste livro foi paixão a primeira
vista. Não sei dizer se foi o título, o lacinho rosa (símbolo da luta contra o
câncer de mama), ou o lindo beagle na capa… Só sei que a decisão de levá-lo
para casa veio ao ler a sinopse. Quando li sobre a luta de Teresa para salvar
seu cão de um câncer e depois para sobreviver, pensei: “preciso ler, não
importa se eu vou passar dias chorando em depressão profunda preciso saber que
outras pessoas também lutam por seus bichinhos como eu”. Sim! Sou uma ativista.
Só não me tornei protetora porque ainda moro com meus pais, e se colocar um
cãozinho ou gatinho de rua em casa minha mãe põe nós dois na rua (eu e o
peludinho resgatado)! =//
“Pessoas que gostam de
cachorros sabem que, de alguma forma, é perfeitamente normal gastar milhares e
milhares de dólares em carros chiques, televisões enormes, joias caríssimas e
até cirurgia plástica, mas, se você escolhe gastar o seu dinheiro com um
animal, não importa quão importante ele for para você, algumas pessoas farão
uma cara feia de reprovação e irão julgá-la. Algumas irão chamá-la de doida e
darão péssimas sugestões, como matar o bicho de estimação. Mas eu ganhei esse dinheiro. Posso gastá-lo da forma como eu quiser. E
sempre vou escolher meu cachorro em vez de um carro novo
, mais roupas ou,
como indicava o andar da carruagem, férias. Eu não me importava. Queria que
Seamus vivesse.” Pg. 129 (
grifo meu).

Comprei esse livro em meados de Junho e, como tinha resenhas
das Editoras parceiras para entregar, guardei-o na estante esperando a
oportunidade.  Outubro chegou e com ele a
luta contra o câncer de mama, simbolizado pelo lacinho rosa. Lembrei-me do
livro e comecei a ler. Nas primeiras 20 folhas me apaixonei por Teresa e suas
desilusões amorosas e seu medo de amar novamente. Enquanto lia esse livro, revivi
alguns momentos dolorosos, mas que valeram muito. Tive muitos peludos em minha
vida. Cães e gatos que foram meus filhos e sobrinhos, com os quais gastei
dinheiro que poderia ter investido na minha faculdade, ou em uma poupança. Mas
não teria feito diferente. Teria feito o mesmo, ou mais, se tivesse o mesmo
conhecimento que tenho hoje.
Teresa fez isso. Ao descobrir o câncer de Seamus, ela não
desistiu de seu filho. Ela lutou por ele, gastou milhares de dólares e sentiu o
preconceito de lutar pela vida de um animal. A única pessoa com quem podia
contar era com seu namorado Chris. Nesse meio tempo, ela inda não tinha muita
certeza sobre o que tinha com Chris: era um namoro? Um caso? Uma pegação? Ela
não tinha certeza de nada. Só de que queria salvar Seamus.
Como disse antes, decepcionada com o amor, quando se
envolveu com Chris, Teresa não procurava um namorado, só uma aventura, algumas
noitadas e um bom vinho. E acabou arranjando um “filhote” como suas amigas o chamavam,
já que Chris era quase dez anos mais novo. Tereza estava perto dos 40 anos e
Chris tinha 29.
O livro é dividido em duas partes. A primeira, conta como
Seamus resolve os problemas emocionais de Teresa. Claro que ele não é um
cachorro mágico, mas a personalidade possessiva e brincalhona de Seamus ajuda
Teresa a encarar seus problemas com outra perspectiva. O beagle também ajuda
sua dona quando surge um problema com Chris e seus sogros. Sim, este cachorro é
quase um santo casamenteiro!!! Nota
mental
: preciso mandar meu filho mais velho (meu gato siamês, chamado
Gawen) passar uma temporada de aprendizado com Seamus.
Mas Teresa passa a focar menos em seus problemas quando o
câncer de Seamus é diagnosticado. É então que a mulher pessimista dá lugar a
uma cuidadora guerreira e otimista, que enfrenta os piores diagnósticos médicos
e gasta milhares de dólares em busca da cura para seu cãozinho. O que Teresa
não sabe, e os leitores também descobrem na segunda parte do livro, é que o
câncer de Seamus foi uma preparação do destino: Teresa encontra um caroço em
seu seio e no mês em que todos comemoram, ela tem mais um motivo para chorar:
dezembro é o mês das tragédias em sua vida e foi o mês em que o câncer de
Seamus foi descoberto e agora o seu câncer também foi descoberto (um triplo
negativo).
Essa seria a parte em que
supostamente eu choraria. Mas eu sorri. Eu ri e comemorei cada vitória. Resmunguei
com Teresa. Senti-me indo à quimioterapia e tendo que deixar meu filho canino
com vizinhos e amigos enquanto submetia meu corpo ao envenenamento, apenas para
tentar matar uma gangue de células malvadas (como Teresa descreve o câncer).
Durante um tempo, Teresa
sentou e se afogou em sua própria miséria, mas então veio Seamus e com sua
“dança da torrada” fez com que ela pensasse: o cão viveu, então eu viverei e
foi aí que surgiu a ideia de criar o blog The Dog Lived (and So Will I),
que deu origem a este livro.  O bom do
título em inglês (o mesmo do blog) é que ele já da a certeza de que ambos
sobrevivem, mas isso não estraga a leitura, pelo contrário, estimula o leitor a
continuar!! Pois o interessante aqui é a forma como ambos, cão e humana,
enfrentaram a doença e decidiram contar isso ao mundo. Sim, Seamus também tomou
essa decisão u.u
Este é um livro de memórias
cuja autora narra suas aventuras de forma minuciosa, sem ser cansativa,
intercalando momentos bem humorados a momentos tristes, ansiosos, e de pura
ironia na medida certa, fazendo com que o livro seja viciante. Seamus é um caso
a parte. Conquistou até o cirurgião de Teresa.
Se você quer conhecer mais
sobre Teresa e Seamus clique
aqui, no site da autora ou aqui, na página do livro no Facebook.
E por falar em beagles…
Amor por animais + beagles fofos, do que isso te lembra? Ler Os
cães nunca deixam de amar
no mês de Outubro foi tão oportuno justamente por
conta da onda de criticas positivas e negativas sobre as atitudes dos ativistas
que invadiram o Instituto Royal para salvar os beagles cobaias. Pois bem,
aproveito a resenha para deixar minha opinião: não, não sou a favor de testes
em animais. Sim, já tive parentes com câncer. Meu avô materno e tia (que me
criou como filha) morreram de câncer, minha mãe teve câncer e mesmo assim sou
contra testes em animais. Sim, eu uso cosméticos e mesmo assim sou contra testes
em animais. O criador da vacina contra poliomielite admitiu que os testes feitos
em primatas e cães atrasaram em dez anos a descoberta da vacina. Uma cientista
relatou recentemente que há sim uma alternativa aos testes, mas acontece que os
testes em animais são demonstrativos e as empresas pagam pelos resultados,
logo, os laboratórios querem dinheiro. Então, não é pela sua saúde, nem pela
sua beleza. É pelo dinheiro que eles vão ganhar!
Capa Original:

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25 Comentários

  • Vania Castro
    03 janeiro, 2014

    Estava na internet pesquisando sobre um livro e me deparei com este, anotei o nome pois seria minha segunda alternativa no caso de não encontrar o primeiro. Em duas livrarias não tive sucesso com a busca e então me lembrei do nome
    "os cães nunca deixam de amar", perguntei e também não tinha, na minha última tentativa fui informada que havia apenas 01 exemplar e ficar olhando aquelas prateleiras de uma mega store não foi fácil, pensei: deve ser muito bom então!!! No dia 27/12/2013 comprei o livro e naquela mesma noite comecei a ler e a me apaixonar, hoje estou no capítulo 19 e muito ansiosa para logo ver o final dessa história. É uma história emocionante tenho 2 poodles que são minhas crianças…"Quem tem essas doces e frágeis pessoinhas de quatro patas em casa sabe muito bem o que é amar e não ver e ter limites para resgatá-los seja qual for o problema", bom tô quase falida, rs…. Mas muito felizzzzzzzzzzzzzzzz.

  • Larissa Gaigher
    29 novembro, 2013

    Aaaai, que história linda! Já vi que vau me emocionar muito com esse livro!! O fato de a história ser real só a deixa mais marcante e emocionante! Eu adoro animais, sou louca por gato e cachorro, apesar de só ter gatos. E eu entendo o que é perder um animal de estimação, quando meu gato morreu fiquei muito mal, chorei muito, foi como se tivesse perdido alguém da família, é realmente muito triste, então quando eu leio livros assim eu só quero chorar, e olha que eu nem sou muito de chorar, rs.
    Enfim, adorei a resenha, o livro já vai pra minha listinha, e estou ao mesmo tempo empolgada e desanimada pra ler, porque já sei que vou me emocionar.

  • Anne Viana
    28 novembro, 2013

    Adorooo livros em que tenha animais e esse não poderia ser diferente tenho que ter na minha estante!!!!!

    http://livroaoavesso.blogspot.com.br/

  • Ana M. Vasconcelos
    27 novembro, 2013

    Que fofa a autora *-*
    Mas infelizmente estou um pouco traumatizada com esses livros de cachorros, rs.
    Sempre choro demais! Não pode…
    Ótima resenha 🙂
    Beijos,
    Ana M.
    http://addictiononbooks.blogspot.com/

  • Adriana
    25 novembro, 2013

    Já senti um nó na garganta só lendo a sinopse, ai a resenha me fisgou de vez…impossível não ler esse livro sem se emocionar! Que historia linda e real né, assim como Marley e eu que também morri de chorar, com certeza Os cães nunca deixam de amar, vai me deixar totalmente tocada e quero muito me emocionar com essa linda historia! Resenha maravilhosa! 🙂

  • Pamela Verdan
    20 novembro, 2013

    Sinto cheiro de choro por ai. Vou passar longe desse livro

  • Karina B.
    14 novembro, 2013

    Oii,
    Eu adoro cachorros, sou apaixonada por eles. E acho que é por isso que eu sempre evito livros que os envolvem.
    Sou muito emotiva, estou quase chorando só de ler a resenha. Acho que não seria um livro que eu leria. Mas, a história parece ser muito emocionante.
    E eu adorei a capa!

    Beijos!

  • Mari Gomes
    12 novembro, 2013

    Agora estou morrendo de vontade de ler, mas qualquer livro que envolva animais me faz quase ter um avc de tanto chorar ou algo assim. Simplesmente não consigo ler, só a resenha já me deixou com os olhos molhados.

  • Suuh Cerqueiraa
    11 novembro, 2013

    Se eu quase choro lendo a resenha, imagina lendo o livro, me acabei em lagrimas lendo Marley e Eu, e nesse nao sera diferente, e por mais que eu nao goste de livros que me façam chorar, pois sou um manteiga derretida, esse definitivamente vale o Choro.

  • Polly
    11 novembro, 2013

    Eu morro de medo de ler historias com cachorros, pois eu tive uma cadelinha que morreu não faz muito tempo com uma doença horrorosa e quando fui ler Marley e Eu eu quase desidratei de tanto chorar! Essa historia parece ser realmente linda… talvez eu me arrisque mais uma vez nesse tipo de leitura!

  • Ana Luisa Ricardo
    11 novembro, 2013

    Ai meu Deus, juro, só de ler a resenha me vieram lágrimas ao olhos. Sou emotiva quando se trata de animais, por que os amo. Linda resenha! Adorei a dica, vou comprá-lo!

    BEIJOS!

  • Tamires Pina
    11 novembro, 2013

    Ai tenso… com certeza eu vou chorar riooosss com esse livro… Acho que livros assim nos ajudam a entender um pouco melhor as pessoas que passam por esse processo.

    Bjusssss….

  • Sika Gennargh Pelegrino
    10 novembro, 2013

    Ao ler a sinopse já senti uma vontade intensa de chorar.
    Meu sonho é abrir uma ong pra cuidar de animais. E pra isso to dando duro pra conseguir uma grana, e entrar na política (por uma questão de divulgar o projeto). Por enquanto faço o que posso, como dar abrigo e alimentar cachorros e gatos, levar no veterinário, medicar certinho… Enfim.
    Sei que esse livro me fará despencar em lágrimas por semanas, e até quando me lembrar da história. só porque é feito com duas coisas: cachorros e doenças. Mesmo assim, pretendo lê-lo.

  • Oliveira
    10 novembro, 2013

    Sou apaixonada por cães. Esse livro é chamativo, e deve ser lindo e emocionar bastante o leitor. Mas, no momento não posso pensar em ler algo assim, perdi muitas pessoas com essa doença esse ano, e duas delas vivi a dor e tristeza das famílias, e visualizei tudo o que essa doença faz a uma pessoa, as dores e o definhamento. Creio que por agora esse livro não seria muito bom. Talvez mais a frente.

  • Anônimo
    09 novembro, 2013

    Esses livros não são pra mim!
    Um livro que tem cachorros e câncer tem a probabilidade imensa de me fazer chorar por horas. Toda vez que assisto a um filme emocionante cujo um animal tem destaque, eu choro demais. Me toca de um jeito… Mas a história parece ser tão bem feita e tão bonita que é impossível não ter vontade de ler.

  • Mallu Marinho
    08 novembro, 2013

    Que história mais linda!
    Ainda não conhecia o livro, mas agora vou colocar como prioridade de compra. Livros com animais me emocionam, me deixam depressiva, me fazem gastar horrores de lencinhos de papéis, mas são sempre as melhores histórias… E o câncer, na história, deve torná-la a mensagem de superação ainda mais bonita. Com certeza, irei ler brevemente!

  • Carla Santos
    08 novembro, 2013

    Já baixei e vou correndo ler,obrigada pela dica,quem gosta de ler em pdf tá nesse link aqui https://docs.google.com/file/d/0Bwt5UAVND4ppOVRfY1NQcHJfWDQ/edit?usp=drive_web bjus

  • Suzi
    08 novembro, 2013

    Confesso que a primeira vista não me interessei pelo livro.
    Mas após essa resenha doce e envolvente eu me encantei com a história!!
    Acho que vou me emocionar muito com a leitura, como adoro cachorros irei entrar literalmente na historia!!
    Os cachorros são companheiros mais que fieis!!
    Beijos

  • Lanifer
    08 novembro, 2013

    É muito fofo esse livro e marcante também. Não tem como não se apaixonar por essa capa…
    Bjoss

  • Amanda T.
    08 novembro, 2013

    Ah eu não resisto a um livro com cachorrinhos. Parece tão lindo <3 fiquei louca pra ler. Ótima resenha, flor!

    Um beijo
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

  • Suellen Theindl
    08 novembro, 2013

    E essa história emocionante aí? Nossa, adorei! O Beagle cuidadoso com a dona e a dona com ele e juntos os dois superam seus problemas. Gostei da parte que você falou sobre o preconceito de gastar dinheiro com animais, não vou negar, eu mesma tenho. Mas agora passei a entender melhor essa ideia de que realmente, cada um gasta como quer, e se fosse com um carro ninguém falaria nada. Pois bem, bela resenha Pah, Parabéns.

    Beijos

  • Universo dos Leitores
    08 novembro, 2013

    Que fofura de livro! Já anotei o título para presentear uma amiga que ama cachorros. Com certeza ela vai amar…

    Bjs, Isabela.
    http://www.universodosleitores.com

  • Caroline Melo
    07 novembro, 2013

    Livros de peludinhos, como não se apaixonar? Ainda mais quando eles tem um problema e ainda a dona tem um problema parecido? É na certa que o choro virar.
    Meu Deus! Como assim, ela tem quarenta e ele vinte e sete? O.O
    Ok, vou tentar não julgar.
    Gangue de células malvadas, eu ri.
    Omg! Eu não sabia que era uma história verídica, gostei de saber. Me interessei mais ainda pelo livro. Pretendo lê-lo.
    Beijos

  • Mirelle Candeloro
    07 novembro, 2013

    Oi Kamila, que fotinho fofa a da autora com o Beagle.. olha que engraçado, nunca havia falado no livro até o dia em que o ganhei num sorteio (ainda não chegou).. agora parece que em cada blog que entro ele é a bola da vez.. kkk Estou bem ansiosa por essa leitura, pois parece ser sensível, mas ao mesmo tempo suave. Ouvi muitos elogios a respeito da escrita da autora e você me deixou ainda mais curiosa. Beijos, Mi

    http://www.recantodami.com

  • Rayme
    07 novembro, 2013

    nossa, parece ser um livro lindo e marcante mesmo! ainda mais por a história ser real né…
    não sou muito fã de animais assim igual você, do tipo de querer vário na minha casa. mas tenho um há mais de 10 anos já e que logo que chegou virou parte da família. já gastei muito dinheiro com ele, e não me arrependo. uma vez ele foi atropelado e em menos de uma semana gastei 800 reais para curar ele e não deixar que uma infecção prejudicasse as patinhas dele =/
    muita gente me achou louca em gastar tudo isso e até me falaram que não tinha importancia o pobrezinho morrer, pois eu poderia pegar qualquer outro na rua que seria a mesma coisa. isso era o cúmulo para mim
    há quem não intenda mesmo, mas fazer o que né?
    sou contra o uso de animais (qualquer animal) para testes, mas se não for possivel criar medicamentos de outra forma, e principalmente, se esses medicamentos forem usados para salvar vidas, não sejo um problema tão grande assim. mas fico fula da vida, principalmente quando são usados para fazer coisas toscas, tipo cosméticos –'