janeiro 13, 2017

[Resenha] Até a Uva Passa – Rubens Antonio Filippetti Vieira

Uma pequena viagem pelo cotidiano nos anos 70 e 80. Esta é a melhor sinopse para este livro que procura, por meio da narrativa de hábitos e da descrição de produtos que faziam parte da vida de muita gente naquele tempo, transportar as pessoas para um passado não muito distante.

Literatura Nacional | 115 Páginas|  Editora All Print| Skoob |
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All PrintSaraiva | Classificação 4/5
Até a
Uva Passa
é, literalmente, uma viagem no tempo. A obra narra com
destreza alguns dos costumes típicos dos anos 70 e 80, permitindo que o leitor
reviva situações características desse período – e que, infelizmente, foram
esquecidas com o passar do tempo. Desta forma, para os mais velhos a leitura
nada mais é do que a contemplação de hábitos antigos, enquanto para os mais
novos a trama é a oportunidade de conhecer uma geração completamente diferente
e infinitamente menos tecnológica.

A obra é dividida em vinte temas,
entre eles: O LP, Fitas Virgens, As Locadoras, O Rádio de Gaveta, Lavagem de
Carros, O Estabilizador, Caderno de Brochura, Compras no Paraguai, O Leite de
Saquinho… Cada capítulo aborda um desses temas e traz tanto a explicação do
mesmo quanto as lembranças do autor acerca dele. Assim, aprendemos mais sobre
os hábitos dos anos 70 e 80 ao mesmo tempo em que mergulhamos no passado
vivenciado pelo próprio Rubens.
A leitura tem um clima gostoso
de contemplação.  A cada capítulo
relembramos sobre um hábito que fez parte da nossa história, e é muito gostoso
mergulhar nessas memórias e ao mesmo tempo refletir se foi bom o ruim a
extinção desse costume. Os capítulos que mais me cativaram foram exatamente
aqueles que falaram com o meu passado: As Locadoras, Lavagem de Carros e
Compras no Paraguai. Claro que hoje é muito mais prático assistir aos filmes no
Netflix, mas era um ritual mágico ir até uma locadora atrás de um bom filme –
nosso programa de família era sempre esse; perdi as contas de quantos filmes já
alugamos na vida (e de como a área de filmes adultos era proibida e misteriosa
aos olhos de uma criança, risos).
Além disso, outros costumes que tínhamos entre família era lavar o carro todo
sábado (sério, alguém me diz por que era tão divertido?), sempre comprar leite
de saquinho (tinha até um lance de leite tipo A, B e C que nem me recordo
mais), e viajarmos para o Paraguai – é meio que perto da minha cidade, então
íamos lá e voltávamos cheios de bonecas, chocolates e adesivos (eu fui uma
criança doida por adesivos).

“Mas o
fundamental é que naquela época, além do cinema, a principal forma de assistir
a filmes era por meio do aluguel de fitas nas locadoras, mas hoje você pode
baixar filmes da internet ou mesmo compra-los em lojas especializadas por
preços muito baixos, sem falar nos camelôs, que vendem versões piratas por uma
verdadeira ninharia.”

Em linhas gerais o livro é uma
forma de relembrar velhos hábitos, de fazer o leitor voltar no tempo ou
conhecer algo muito distante da sua realidade (tem muita gente nova que nem
imagina como usar um videocassete), e de refletir sobre coisas boas que foram
esquecidas graças à globalização excessiva. Não podemos negar que a internet
veio para ficar e mudou completamente nossas vidas e, de certa forma, é
exatamente isso que o Rubens quis mostrar com seu livro: que existiram muitas
coisas boas antes de tantos avanços tecnológicos.
Para quem gosta de livros de
memórias e que falem sobre uma época tão rica quanto a dos anos 70 e 80, eis
uma ótima dica de leitura. Talvez os leitores jovens não gostem tanto da obra,
mas aqueles mais velhos com certeza irão se conectar com ela.
Beijos,


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18 Comentários

  • Mayla Lima
    30 janeiro, 2017

    Nasci nos anos 90, e adoro ler/ver tudo relacionado a essa época. Por isso me encantei pela obra, embora ela mostre os anos 70/80 muitas coisas ainda permaneceram bem presentes na minha infância. E como você disse na resenha, muitos jovens não sabem nem como usar um videocassete, ou o que é uma fita…rs… Gostei do livro e da resenha, realmente é uma viagem no tempo e uma percepção de como as coisas evoluíram rápido, como a tecnologia se inovou em uma passagem bem pequena de tempo.
    Abraço!
    A Arte de Escrever

  • raquel rodrigues
    19 janeiro, 2017

    apesar de eu não gostar muito de livros assim, confesso que esse me interessou bastante, graças a Deus eu nasci a tempo de vivenciar a epóca das locadoras hahaha, eu amava ir, não tinha coisa mais divertido que ir e escolher um bom filme mesmo hahaha, minha mãe tinha muitas videoscassetes mas eu não faço ideia ate hoje de como usar, acho que leia esse livro por muito curiosidade, apesar de nao curtir muito o gênero.

  • Kemmy Oliveira
    19 janeiro, 2017

    Ahhh que nostalgia! Eu adorava ir na locadora com meus pais e SIM a área de filmes adultos era muito misteriosa hahaha
    Há uns dias minha mãe mandou passar umas fitas VHS pra DVD e foi muito bom, emocionante e tal mas a sensação não é a mesma… lembro que a gente se juntava na sala para ver as fitas antigas, jogar Super Nintendo… Internet era só na lan house hahah quem tinha internet em casa era "rico"
    De fato foi uma época bem gostosa, apesar de eu ter nascido nos anos 90, não 80 ou 70 rs.

    Beijos!

  • Evellyn Mendonça
    18 janeiro, 2017

    Oi Pah, eu peguei o finalzinho desse tempo, então fiquei bem curiosa para ler esse livro.
    Lembro como era bom ir na locadora atrás de um bom filme (eu era daquelas que locava o mesmo filme várias vezes kkk)
    Bjs

  • Roberta Moraes
    17 janeiro, 2017

    Parece ser um tipo de livro tão fofo!
    Apesar de ter nascido em 94, onde já tinha uma certa tecnologia, eu acho muito interessante ver como as coisas eram antes de tudo isso.
    Esse livro é uma boa pedida para ler agora em janeiro!

  • suzana cariri
    16 janeiro, 2017

    Oi!
    Ainda não conhecia esse livro e o titulo dele logo me deixou bem curiosa, gostei muito do assunto que o livro trás, acho essa época dos anos 70 e 80 bem interessante e adoro poder ler e conhecer mais sobre, se tiver oportunidade quero muito ler esse livro !!

  • Luana Conceição
    16 janeiro, 2017

    Nasci na década de 90, mas sou completamente apaixonada pelos anos 60,70,80… Pelo pouco que ouvi falar dessa época, com certeza foram os melhores anos!! Vou ler o livro com certeza, obrigado pela dica!

  • Thaynara ribeiro
    15 janeiro, 2017

    Geralmente não seria meu tipo de leitura mas fiquei curiosa por essa epóca já que minha é daquelas que sempre fala: "no meu tempo"… acho que vou gostar de ler e poder comentar com ela

  • Luciana Lacerda
    15 janeiro, 2017

    Nossa Paola, realmente era mágico quando eu e meus irmãos lavávamos o carro do meu pai aos sábados (também era ótimo a recompensa que ganhávamos haha). Alugar filmes na locadora então? Fazia com que minha família ficasse toda reunida para assistir juntos no sofá da sala. Só de ler a resenha já me deu saudade disso tudo, agora com certeza quero ler o livro. Um beijo.

  • Rossana Batista
    15 janeiro, 2017

    Oi!
    Eu não fui dessa época mas eu sou absolutamente apaixonada por ler histórias sobre os anos passados. Achei a premissa do livro perfeita pra mim, fiquei bem curiosa pra ler e conhecer mais um pouquinho sobre os costumes de antigamente!

  • Marta Izabel
    14 janeiro, 2017

    Oi, Paola!!
    Que livro mais interessante!! Um livro de memórias e que fala dos anos 70 e 80. Achei bastante curioso e instigante!! Sem dúvida vale a pena conhecer um pouco mais nos anos 70 e 80!! Adorei a indicação!!
    Beijoss

  • Caroline Garcia
    14 janeiro, 2017

    Uma pena que tantas coisas boas são esquecidas ao longo do tempo né?
    E é muito bom quando podemos reviver tudo isso!
    Achei a premissa do livro interessante demais.
    E sua resenha me deixou bem curiosa.
    Parece ser uma obra que consegue prender o leitor e gosto disso.
    Quem sabe não tenha a oportunidade de conhecer essa leitura em breve?
    Beijos,
    Caroline Garcia

  • Marília Leocádio
    14 janeiro, 2017

    Olá!!
    Seria maravilhoso ler um livro com várias histórias viajando no tempo e conhecer uma pouco mais do que as pessoas apreciavam e sabia como se divertir.
    Até mais.

  • Bruna Lago
    14 janeiro, 2017

    Oi Pah, eu não tinha ouvido falar desse livro. Mas a proposta dele é muito legal.
    Acho que é muito importante conhecer um pouco do nosso passado pra compreendermos o presente. E nada mais legal que isso, ler un livro e ficar por dentro dos costumes. Achei bem divertido!

  • RUDYNALVA
    14 janeiro, 2017

    Pah!
    ai que nostalgia me deu.
    Quero muito poder ler esse livro e relembrar muito do que passei no passado, pelo visto é uma leitura fabulosa, principalmente para quem como eu, pude vivenciar essa realidade bem de perto.
    “O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.” (Cora Coralina)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

  • Nicoli Vieira
    13 janeiro, 2017

    Nossa, Paola. Alguns temas logo me remeteram à infância, principalmente a parte da locadora, sempre que alguma criança se aproximava perto da ala de adultos o balconista ia impedir. E o leite sacolinha, três dias por semana eu tinha que ir no açougue comprar. Bons tempos… pena que essa geração não sabe 1% de tudo isso, é muita tecnologia que elas esquecem a essência da simplicidade.

  • Anna Mendes
    13 janeiro, 2017

    Oi Paola! Adorei a resenha!
    Que livro diferente. Gostei muito da premissa.
    Hahaha Nossa, eu também sou da época das locadoras, e era realmente muito divertido passar um tempo escolhendo quais filmes levar para casa. Achei interessante o autor escolher essa temática para o seu livro. Fiquei curiosa e se tiver a oportunidade vou apostar na leitura 🙂
    Bjos!

  • Theresa Cavalcanti
    13 janeiro, 2017

    Caramba! Fiquei com muita vontade de ler! Parecer ser muito bom.