abril 25, 2017

[Resenha] A Sétima Cela – Kerry Drewery

Martha Heneydew é a primeira adolescente a ser presa e
condenada no novo sistema de justiça da Inglaterra. A polícia a encontrou ao
lado do corpo de Jackson Paige, filantropo, milionário e uma das celebridades
mais queridas do país. Nesse novo sistema de justiça, o condenado tem sete dias
¿ cada dia em uma cela diferente ¿ para ter seu destino determinado pelos votos
dos telespectadores. Se a audiência do programa de TV Morte é Justiça decidir
pela inocência do preso, ele será solto. Caso contrário, será morto na cadeira
elétrica. Porém, algumas peças não se encaixam na história que Martha conta
para a justiça. Ela se declara culpada, mas há algo por trás da cena do crime
que os telespectadores ainda não sabem. Com a ajuda da consultora psicológica,
Eve Stanton, de um juiz do antigo sistema jurídico, Cícero, e do seu grande
amor, os sete dias que precedem sua execução serão de muita intensidade,
sofrimento, descobertas inesperadas e reviravoltas de perder o fôlego. Quem é,
de verdade, Jackson Paige? Martha Heneydew é realmente culpada? Será que esse
sistema jurídico é justo? Nesta distopia eletrizante, todas essas questões nos
fazem refletir sobre o poder do dinheiro que, muitas vezes, prevalece sobre a
justiça. E Martha, uma adolescente forte e destemida, mostra sua crença em uma
sociedade verdadeiramente justa, na força da amizade e do amor. Mesmo que isso
possa significar sua própria vida.


Distopia | 316 Páginas | Cortesia Editora Astral
Cultural | Skoob |
Compare & Compre: Amazon • Submarino • Saraiva |
Classificação: 4/5 estrelas | Resenha da May

Ambientado em uma sociedade no futuro A Sétima Cela apresenta ao leitor um
mundo novo, um novo modelo de viver e um novo sistema de justiça. Nessa
realidade elementos conhecidos como tribunais e juízes foram extintos da
sociedade, surpreendentemente substituídos por um sistema judicial aberto e
monitorado pela mídia, onde o público tem voz, tem poder de votar e decidir o
futuro dos criminosos, independente do grau do crime praticado. Este sistema de
justiça consiste em prender o acusado em sete celas, uma cela para cada dia de
prisão, e ao final dos sete dias, ou seja, na sétima cela, será dado o veredito
escolhido pelo público: inocente, então ele será libertado; culpado, será
condenado a morte na cadeira elétrica.

 

Toda esta participação do público acontece através de um
programa de televisão chamado Morte é Justiça, que é como um reality show
e mostra os acusados presos, além de trazer matérias sensacionalistas que tem
por objetivo manipular as pessoas e consequentemente a votação contra ou a
favor do acusado. E aqui fica claro a intenção da autora em criticar a forma
descarada como a mídia nos manipula, em como reality shows estão aí para
entreter o telespectador e tirar nossa atenção dos reais problemas enfrentados
pela nossa sociedade, e também em como nosso sistema judiciário é falho e pode
facilmente ser corrompido por quem tem poder e dinheiro. Neste aspecto a obra
dá muita ênfase e podemos ver claramente como tudo dentro do enredo tem um
manipulador, além disso, podemos refletir e comparar com nossa sociedade atual
momentos em que a mídia desvia nossa atenção e manipula aqueles que não têm
acesso à internet e maiores informações, um problema que enfrentamos muito nos
dias atuais. 

“Melhor deixar para outra pessoa pensar por nós. Vamos
simplesmente seguir a multidão.”, dizem. “Não importa se vocês inventam essas
coisas, desde que pareça ser um escândalo”. São todas ovelhas. 

Em meio a esta sociedade conhecemos Marta, a nossa
protagonista, moradora dos Arranha Céus (parte pobre da cidade) que assume o
crime pela morte do queridinho da população, o Jackson Paige – um figurão que
veio da classe mais humilde e enriqueceu através de um reality show, morador
das Avenidas ele era querido por todos por fazer caridade nos bairros menos
favorecidos, por ter adotado um menino órfão e ajudar todos ao seu redor.
Jackson foi morto a sangue frio e Marta assumiu ser a culpada, a assassina, por
este motivo foi levada presa, sendo a primeira adolescente da história a passar
por este sistema judiciário e pelas sete celas e, se em sete dias não provar
sua inocência, será condenada a morte.

Mas é claro que nem tudo é o que parece ser por aqui, e o
motivo que levou Marta a assumir a culpa por um crime que ninguém consegue
provar que foi ela quem cometeu será desenvolvido e desenrolado no decorrer das
páginas em uma luta contra o tempo e contra a cadeira elétrica. Enquanto Marta
está presa, fora da cadeira acompanhamos Eve, a psicóloga designada para
conversar com Marta e entender seus motivos para cometer o suposto assassinato.
Eve teve o marido morto por este mesmo sistema e sabe como as coisas funcionam
por ali, ela tentará ajudar Marta de todas as formas possíveis e lutará ao lado
dela contra este sistema corrupto e manipulador. Junto dela temos o ex-juiz
Cicero, alguns moradores dos Arranha Céus, e o próprio filho de Jackson Paige,
que juntos embarcarão nesta corrida em favor de Marta, na luta por mudanças e
por justiça de verdade.

A narrativa da autora é muito fluida e gostosa de ler, as
personagens conquistam logo que as conhecemos e o mistério por traz da morte de
Jackson nos deixa, durante todo o tempo, conectados na leitura. A obra é
dividida em sete partes, uma parte para cada cela em que Marta está, e termina
de uma forma extremamente instigante para o próximo volume desta trilogia que
promete nos prender mais a cada volume. Fazia tempo que não lia nada do gênero
distopia e fico imensamente feliz em terminar esta obra maravilhada, pensativa
nos pontos de reflexão que a autora traz e muito curiosa e ansiosa pela sua
continuação. Recomendo muito esta leitura.

• Sobre a Série •

A Sétima Cela faz parte de uma trilogia, mas ainda não temos
informações sobre as continuações.
Beijos,
 





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10 Comentários

  • Katharine Emídio
    29 abril, 2017

    May, amei a resenha! Fiquei curiosa para ler esse livro e achei muito interessante o enredo. Espero gostar dele e ter a fluidez na leitura. Super Beijo

  • Maria Clara
    28 abril, 2017

    Olá, Pah!!
    Não conhecia essa série, mas gostei desse livro. Que dó da Martha, uma adolescente ainda, e presa, mas fiquei muito feliz por ela não estar sozinha nessa.
    Gostei da capa!!
    Abraço!

  • Theresa Cavalcanti
    28 abril, 2017

    Não conhecia esse livro, mas já fiquei louca para ler! Parece ser muito boa, amo livros com essa pegada, então..

  • Nathallia
    27 abril, 2017

    Olá Pah, que distopia diferente das que eu costumo ler, essa pegada de manipulação pela TV me deixou curioso, pois pelo que percebi eles fazem uma crítica a isso, fiquei curiosíssima pra concretizar a leitura, e provavelmente gostarei da continuação também. Adorei a capa também, muito diferente. Obrigada pela indicação, beijos

  • Anna Mendes
    27 abril, 2017

    Oi Mayara! Adorei a sua resenha!
    Faz um bom tempo que não leio uma distopia e a premissa deste livro me deixou muito curiosa para realizar a leitura! Acho que nunca li nada parecido e gostei muito da história trazer reflexões importantes sobre a sociedade, principalmente sobre o sistema da justiça.
    Já vou adicionar esse livro nas minhas metas de leitura!
    Bjos!

  • Ygo Maia
    26 abril, 2017

    Olá!
    Achei a premissa da história sensacional. Tomara que saia logo a continuação, né?!
    http://ymaia.blogspot.com

  • Lily Viana
    26 abril, 2017

    Olá,
    Cara, porque não tem um sistema desse aqui no brasil?? deveria ter, gostei bastante da trama do livro, a historia me deixou tão ativa para ler ele, que me deixou bem animada, agora fiquei curiosa ao mesmo tempo sobre tudo isso…

  • Leticia Golz
    25 abril, 2017

    Oi, May
    Confesso que não conhecia o livro, mas gosto de distopia. Alias faz muito tempo que não leio uma.
    Que bom que o livro vale a pena. Toda distopia tem essa pitada de reflexão, né?
    Gostei da dica.

  • RUDYNALVA
    25 abril, 2017

    Mayara!
    Deve ser um tremendo thriller psicológico e ainda se passa em uma prisão, algo que não é tão comum.
    Ando bem curiosa para poder fazer a leitura desse livro e fiquei ainda mais curiosa com sua resenha.
    “Preferi sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença.” (Anatole France)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

  • Marlene Conceição
    25 abril, 2017

    Oi Mayara.
    Que premissa mais intrigante o fato da votação ser pública já me da uma ideia do que acontece, essa capa é linda e eu adorei saber que Marta não está sozinha, esse sistema é realmente macabro o que eu não poderia perder claro.
    Bjs.