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Tentando evitar um casamento não desejado após receber um decreto do rei Edward de escolher um de seus cavaleiros, Aisley de Laci escolhe o Barão Montmorency, conhecido como o Cavaleiro Vermelho, cuja fama é de que se isolou para ter liberdade de praticar as Artes das Trevas. Na certa o rei não endossaria um enlace desse e Aisley poderia voltar para sua vida em Belvry. Reconhecido como um dos melhores em batalha, o Cavaleiro Vermelho isolou-se em Dunmurrow por motivos pessoais. E ele não quer uma esposa, não importa o quão rica ou bela ela seja. Mas mesmo sendo quem era, ele não poderia desafiar a ordem do rei, e uma vez que ela venha a ele, ele toma - e preserva. Embora Aisley se recuse a acreditar nas histórias que fazem de Montmorency mais mito do que mortal, ela começa a se perguntar se ele possui poderes misteriosos. Senão, como explicar seus próprios sentimentos crescentes para com seu marido, um homem envolto pelas sombras e do qual ela nunca viu o rosto? Estaria ela sob um feitiço ou tinha verdadeiramente contraído Bodas de Fogo?
Romance de Época Editora Bezz • 295 Páginas Classificação: 4,5/5
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Considerado um dos melhores romances históricos de todos os tempos, Bodas de Fogo estava na minha lista de leituras desde que me conheço por gente (ou melhor, desde que passei a amar romances de época). A expectativa era gigante e, mesmo que ela não tenha sido completamente superada, preciso começar dizendo o quanto adorei a trama, o casal e o final digno de um sorriso bobo no rosto.

Aisley perdeu os familiares precocemente e, desde então, gerencia a propriedade dos Laci sozinha. Ela ama a liberdade que tem e não está preparada para abrir mão dela – mesmo com o Rei Eduard decidido a fazê-la casar. De uma forma benevolente, o soberano propõe que a jovem escolha como marido qualquer nobre entre os seus cavalheiros. O único problema é que, na tentativa de fugir do casamento, Aisley decide arriscar e escolher o pior entre eles: o Barão de Montmorency, conhecido em todo reino por seus hábitos sangrentos e místicos. Ela acredita que o rei não permitirá que uma súdita fiel se case com um homem tão malvado, mas é exatamente isso que acontece. E, sem outra opção, Aisley de Laci acaba casada com um homem obscuro, recluso e – pior – que ela não tem esperança alguma de um dia amar.  
Confesso que o começo do livro traz uma Aisley infinitamente irritante. Ela é do tipo que acha que sabe tudo e, principalmente, que pode tudo. A relação dela com Piers é outra coisa que incomoda. Apesar dos boatos e de todo mau humor, o barão é um homem íntegro que estava quietinho em seu castelo, até uma jovem inconsequente declarar ao rei que desejava se casar com ele (que não cogitava a possibilidade do matrimônio tão cedo). Contudo, no decorrer das páginas fica mais fácil entender a personalidade de Aisley, as motivações por trás de suas escolhas, e as batalhas internas que a jovem travou silenciosamente. Gostei de como ela me conquistou aos poucos e de como quebrou preconceitos que construí sem perceber. – Nada melhor quando um personagem surpreende e mostra que todo mundo tem um lado imperfeito, não é mesmo? Aisley tem sonhos, vontades e uma voz ativa que não era bem aceita para época. E, mesmo que ela meta os pés pelas mãos várias vezes, sua força para recomeçar rendeu valiosas lições.
A jornada de amadurecimento de Aisley é muito especial e gostosa de acompanhar. Mas, preciso ser sincera, o que torna o livro único – pelo menos para mim – é a história de Piers e de como no final das contas ele é a mocinha são perfeitos um para o outro. Fazia tempo que um personagem masculino não me surpreendia tanto! O barão carrega vários segredos e inseguranças e, apesar de sua trajetória e a mensagem por trás dela não serem inusitadas, foi tocante mergulhar na mente desse homem e entender tudo o que ele colocou em risco ao aceitar Aisley em sua casa (e no seu coração). Ao longo da história percebemos que algumas das dificuldades de Piers e Aisley são resolvidas como um passe de mágica, mas dessa vez não me incomodei, porque senti que essa foi a mensagem que a autora quis passar: tenha fé que coisas boas irão acontecer.
Adorei o livro! A narrativa é rápida e fluida, o romance é sensual e divertido (esses dois brigam de uma maneira contagiante!), e o desfecho é mega fofo. Não amei a obra enlouquecidamente como imaginei que faria, mas gostei muito e recomendo. Para quem gosta de romances de época do estilo medieval, eis uma ótima opção de leitura.
Sobre a Série
Bodas de Fogo é o primeiro volume da duologia De Laci. Os dois livros narram histórias diferentes, interligadas apenas por um sobrenome. No Brasil os livros foram publicados inicialmente em formato de banca (veja as edições aqui) e agora a editora Bezz está relançando essas obras. Espero que o segundo não tarde a sair!

Beijos


Comentários via Facebook

2 comentários:

  1. Confesso que estava com expectativas altíssimas, mas ele acabou indo para a lista de romances rápidos e gostosinhos. Agora, essa capa...simplesmente, MARAVILHOSA!
    Segue em anexo um abraço apertado,
    bjs, Pah!

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    Respostas
    1. Exatamente isso, Nabia! E amei esse anexo ♥

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