junho 29, 2018

CONHEÇA: Travessuras da MINHA menina má, Otávio Bravo

Amor, perdas, encanto, ilusão e tragédia num romance de
vida inteira, inspirado na obra de Mario Vargas Llosa.

Nas obras do Otávio Bravo acompanhamos o jovem
Victor embarcar em uma jornada de crescimento e aprendizado.  Ao longo dos anos ele descobre o valor do tempo
e, principalmente, das pessoas que o destino trás para perto (ou até mesmo
daquelas que escolhem ir embora).


Além das valiosas mensagens sobre a vida, a jornada
do Victor também chama nossa atenção por começar em meados da década de 80 e
seguir até o ano de 2053. – São muitos anos de aprendizados, erros e acertos,
romances e decepções, para compartilhar com os leitores!

Segundo o autor a ideia do livro surgiu em 2012 –
após ouvir de uma ex-namorada que ele se parecia com o personagem Ricardito
Somocurcio, do livro Travessuras da menina má, de Mario Vargas Llosa. O
trabalho de elaboração, escrita, reescrita, leitura e revisão acabou se
prolongando por quase cinco anos e deu origem a uma história em que às linhas
autobiográficas e fictícias se somam relatos de acontecimentos históricos,
aventuras pelo mundo e projeções ao passado e ao futuro.

A obra foi dividida em três partes, que retratam o
romance de Victor com Maria Eduarda, sua querida menina má:

Livro I: Avant les saisons

Na primeira parte do seu relato, antes da
entrada da menina má em sua vida, Victor descreve as aventuras da sua
juventude, em meio ao frenético Rio de Janeiro do final dos anos 80: as
descobertas da adolescência, a idolatria pelo irmão mais novo, Caíque, o
primeiro amor, Marcella, as escolhas profissionais, a partida para Cambridge e
as perdas terríveis que é obrigado a enfrentar. “Era um verão devastador,
aquele de janeiro de 84, com o sol a chamuscar a pele dos jovens que, em
férias, acorriam às praias da Zona Sul. Um vapor invisível, mas perceptível,
engolia as casas – ainda havia casas naquela época – e os prédios baixos do
Leblon, sufocando amendoeiras, mangueiras, figueiras, chicas, pés de jambo,
cajueiros, abricós-de-macaco e espirradeiras, que se misturavam na flora plural
dos cariocas (…). O Rio de Janeiro era, como sempre fora e sempre seria, a
cidade fragmentada entre ricos e pobres, playboys da Zona Sul e favelados dos
morros, brancos, negros, mulatos e mamelucos, todos separados e misturados ao
mesmo tempo. Havia ali harmonia caótica, rompida, só bem de vez em quando,
pelos episódios de opressão e violência que se tornariam bem mais comuns nas
décadas seguintes”.
Esse primeiro volume descreve a adolescência e a
juventude de Victor, antes de Duda entrar em sua vida, com as perdas terríveis
que ele é obrigado a enfrentar, transformando-o no homem que combina maturidade
e carência em igual medida e que, afinal, se envolve com a “sua” menina má.

Livro II: Les saisons

Depois de mais de uma década afastado do
Brasil, Victor retorna ao Rio de Janeiro, como acadêmico respeitado, próximo
dos quarenta anos. Finalmente, conhece a sua menina má, Maria Eduarda, tão
encantadora quanto inconstante. Vivem as quatro estações da sua paixão: a
aproximação enamorada, o tórrido romance, o surgimento dos obstáculos
decorrentes da personalidade volátil e indecifrável de Duda e o afastamento
definitivo. “Numa situação normal, eu estaria preocupado com a
possibilidade de ser visto ali, jantando – e, mais ainda, num restaurante
reservado e romântico – na companhia de uma aluna. Aquele tipo de coisa seria
absolutamente inconcebível na Inglaterra. Mas, com Maria Eduarda comigo,
venciam-se quaisquer sopros da prudência e do discernimento. Era como a
primeira vez vendo o mar, ou fazendo amor, ou recebendo às mãos um
recém-nascido. Estar com Duda era assim: ia-se de todo a razão, ficava apenas o
encantamento.”
Já o segundo exemplar narra o romance entre Victor
e Maria Eduarda: a primavera do encantamento, o verão da paixão tórrida, o
outono dos problemas decorrentes das diferenças de idade e temperamento e o
inverno do afastamento definitivo, com a partida de Duda para a Europa.

Livro III: Après les saisons

Victor narra o tempo posterior ao romance com
Maria Eduarda: os desvarios cometidos na Europa, em meio às drogas e à
insanidade, a recuperação gradativa no Rio de Janeiro, o retorno a Cambridge e
os vários reencontros com Duda, pelos cantos do mundo, numa montanha-russa de
amor, perdas, encanto, ilusão e tragédia. “Havíamos comido o brunch no
Spotted Pig, na esquina da 11th com a Greenwich, assim que deixáramos o High
Line, mas sempre que estávamos cansados das andanças, sentávamo-nos em algum
lugar, para tomar um chá ou um sorvete. Eu nem percebia muito bem o que
fazíamos e aonde íamos, e era ela que dava itinerário ao mapa do nosso passeio.
Encantava-me estar ali, a ouvir suas rápidas intervenções ou somente vê-la
sorrir do que eu dizia, e, em alguns momentos, parecia que tempo algum se
passara e éramos nós dois novamente, eu e Duda, a passear pelo calçadão do
Arpoador, pelas ruas de Londres ou pelas areias escuras de Lonesome Cove.”


E, por fim, o último livro relata os reencontros de
Victor e Duda pelo mundo, que se estendem pelo resto de suas vidas, na parte da
narrativa que, de certa forma, mais se aproxima do “Travessuras da menina má”
de Vargas Llosa.


Confesso que achei a premissa das obras muito interessante
e contagiante (adoro livros atemporais e repletos de viagens). Além disso, os
encontros e desencontros da relação amorosa me deixou curiosa para descobrir o
desfecho desse casal.

E vocês, o que acharam?

Mais detalhes vocês encontram ao acompanhar o autor: FanpageSite

Beijos

confira também

Posts relacionados

Comente via Facebook


Deixe seu comentário