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O Quarteto Smythe-Smith é composto por quatro livros: Simplesmente o Paraíso, Uma Noite como Esta, A Soma de Todos os Beijos, e Os Mistérios de Sir Richard. Cada volume narra à história de um casal diferente. Contudo, todas as protagonistas participam do famoso quarteto de cordas Smythe-Smith e, além do laço familiar que as une, também são amigas.
Já li vários livros da Julia Quinn e posso dizer, sem dúvida alguma, que esses são seus romances mais doces. Entre eles alguns são leves e divertidos, outros surpreendentes e reflexivos, mas é fato que todos são extremamente suspirantes. Como concluí a saga recentemente resolvi fazer um resumo completo dos volumes e, quem sabe assim, convencê-los a darem uma chance a essas belíssimas histórias.

Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido. Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida. Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Itália. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado. Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família. Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.
Simplesmente o Paraíso • Livro I (resenha completa aqui)
Romance de Época Editora Arqueiro • 272 Páginas Classificação: 4,5/5
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Honoria e Marcus se conhecem desde sempre – ele é o melhor amigo do irmão dela; ela é a irmã mais nova que ele ganhou sem querer. Então, quando o irmão da jovem precisa fugir para a Itália, Marcus assume o posto de vigiar Honoria e, mesmo distante, cuidar de sua família. Em idade para casar, Honoria não entende o motivo de todos os seus pretendentes serem misteriosamente afugentados e, desesperada, resolve criar um plano para enlaçar um marido, custe o que custar.  E, mesmo sem querer, esse plano a levará aos braços de Marcus.
Uma das coisas mais legais desse livro é que os personagens se conhecem muito bem. São anos de relacionamento e amizade (uma amizade no estilo brigas constante, sabe?), então não passa pela cabeça deles – em momento algum – que juntos formariam um ótimo casal. Eles não se veem dessa maneira, por isso o romance é tão lindo, porque começa com a calmaria de uma amizade, e leva os personagens até o momento em que percebem que não podem viver um sem o outro. É mais que amor fraternal, é amor de homem e mulher.
Marcus é extremamente tímido e, exatamente por isso, é diferente de todos os mocinhos de romance de época que já vi. Gostei dele logo nas primeiras páginas e gostei ainda mais de ver como ele lida com seu desejo por Honoria – Marcus nunca foi um libertino, então ele não faz a menor ideia de como conquistá-la ou mostrar seu interesse. Talvez seja por isso que o livro beire mais o romance do que a sensualidade. E a verdade é que, apesar de não trazer uma paixão do tipo arrebatadora, a história é cativante, romântica, divertida e muito gostosa de ler.


Daniel Smythe-Smith passou três anos exilado na Itália depois de um duelo com seu amigo, o gênio matemático Hugh Prentice, e quase o fez perder uma perna. Com isso o pai de Hugh, Lorde Ramsgate, o ameaçou dizendo que se ele não saísse do país seria morto, mas um dia ele recebe a visita de seu amigo, que o libera para voltar à Inglaterra... Ele volta justamente no dia da apresentação do Quarteto, mas encontra uma pessoa diferente ao piano (já que sua prima Sarah fingiu estar doente para não participar, Anne Wynter, a governanta das irmãs dela a substituiu), ao olhar para ela, ele fica encantado e, ao final da tortura apresentação ele corre para encontrá-la. Ao vê-la, não resiste e a beija, mesmo sem conhecê-la direito e ela, depois de um tempo escapa dele e se esconde. Por falar em se esconder, Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcross) esconde seu passado de todos. Daniel, ao saber que Anne é a governanta de suas primas, resolve ir sempre à casa Pleinsworth sob o pretexto de vê-las, e sempre ia passear com elas, porque sabia que ela iria junto. E, com isso eles vão ficando cada vez mais apaixonados, mesmo que ela não admita. Mas, o que ele não sabe, é que os segredos de Anne, vão além do tipo de criação que teve, e que agora, mais do que nunca, precisará conhecer o seu passado, pois ambos estão correndo perigo, e, desta vez, não tem nada a ver com o Lorde Ramsgate ou o duelo.
Uma noite como Esta • Livro II (resenha completa aqui)
Romance de Época Editora Arqueiro • 272 Páginas Classificação: 5/5
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Depois de anos de exilo, Daniel volta para a Inglaterra e, nessa mesma noite, se apaixona completamente por Anne, a governanta de suas primas. A relação entre eles é mais que proibida: são de classes sociais completamente diferentes, Anne guarda segredos perigosos, e Daniel ainda não sabe se sua volta foi bem recebida pelo homem que jurou persegui-lo e matá-lo. Ainda assim, Daniel não consegue frear os desejos do seu coração e faz tudo o que pode, e o que não pode também, para conquistar Anne. E depois de beijos roubados, peças de teatro hilárias e declarações de amor, a verdade sobre o passado dessa mocinha vem à tona e ameaça a alegria – e a vida – desse casal.
Eu amo esse livro e sempre vou defendê-lo! Adorei como a autora trabalhou o clichê do amor à primeira vista, mas mais que isso, amei a construção da personalidade dos protagonistas. Anne é forte e surpreendente. Sua história de vida mostra como as mulheres daquela época eram tratadas e o preconceito gigantesco que enfrentavam. E Daniel...ele é simplesmente incrível! Amoroso, divertido, bem-humorado e dono de uma áurea de luz – é como se ele enxergasse o lado bom das coisas sempre e contagiassem com esse mesmo espírito quem está ao seu lado – o personagem ganhou meu coração.
Esse volume já é mais sensual e surpreendente. Além disso, também traz um toque familiar que, assim como boa parte dos livros da Julia Quinn, cria no leitor aquela vontade de fazer parte de uma família amorosa e barulhenta. De fato, gosto de dizer que esse é um dos melhores livros da saga dos Smythe-Smith.

Lorde Hugh Prentice é um gênio da matemática e teve sua perna (e sua vida) arruinada por causa de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith. Nesse livro, conheceremos um pouco da história de Hugh, antes e depois do acontecido. Sua família, o desespero de seu pai para conseguir que um de seus filhos lhe desse um herdeiro, visto que um não é chegado à mulheres e o outro, provavelmente terá dificuldades em encontrar uma esposa, e principalmente em ter filhos. E, claro, sua relação de amor e ódio com Sarah Pleinsworth, prima mais velha de Daniel, que mesmo antes de conhecê-lo, já odiava Hugh por ter arruinado sua família através desse duelo. Mas, as coisas começam a mudar quando Honoria, sua prima, pede para Hugh substituir seu padrinho no casamento e para Sarah ser sua acompanhante durante sua estadia, para que ele ficasse mais confortável diante dos familiares de Daniel. E esse tempo se prolonga, já que Daniel se casará duas semanas depois da irmã e resolve torná-los uma única festa... É claro que eles não se dão no início, mas com o tempo, ainda mais depois do primeiro casamento, quando ela fica impossibilitada de andar, eles deixam as diferenças de lado e começam a se conhecer realmente, e, o que era ódio, acaba se tornando uma paixão avassaladora. Mas as limitações de Hugh vão ser apenas um dos problemas que o casal enfrentará pelo caminho...
A Soma de Todos os Beijos • Livro III
Romance de Época Editora Arqueiro • 272 Páginas Classificação: 5/5
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Enquanto Uma noite como esta é um dos melhores da saga, A soma de todos os beijos é O MELHOR da saga (e um dos melhores da Julia Quinn também).
Sarah odeia Hugh. Em sua visão, foi culpa dele o fato do primo Daniel ter passado anos exilado na Itália e – exatamente por causa disso – ter maculado o destino de boa parte dos Smythe-Smith (incluindo ela mesma). Já Hugh não suporta Sarah. Para ele, ela é mais uma jovem dama sensível, reclamona e fútil. Sendo assim, é claro que eles brigam um bocado quando são escalados como padrinhos de um mesmo casamento. E enquanto o casal discute, Hugh lida com os fantasmas que o perseguem: a relação complicada com o pai, a cobrança social para casar e ter filhos, a mente que não para de fazer contas, as dores na perna (que nunca mais foi à mesma depois do duelo de anos trás), e a culpa por quase ter matado seu melhor amigo.
Nesse livro a autora aborda algo que adoro: como as aparências enganam. Sarah e Hugh não se conhecem, mas facilmente criam impressões precipitadas um do outro. Por causa desse pré-conceito eles discutem, discordam e brigam... até o momento em que percebem que estão completamente errados. Sarah é o tipo de jovem que aparenta ter tudo; ela é divertida, extrovertida e é amiga de todo mundo, mas no fundo sente falta da liberdade de poder ser e dizer o que realmente pensa. Em contra partida, Hugh é intenso, carrancudo e dono de traumas e dores que tocam o leitor. É impossível não se apaixonar e torcer por ele, ainda mais quando compreendemos sua mente e o quanto ele se culpa. Juntos, Sarah e Hugh são perfeitos. Eles discutem, conversam, debatem sobre opiniões impopulares, aprendem a se preocupar um com o outro de uma maneira maravilhosa, e se sentem perfeitos – como se o passado, os erros e as falhas, houvessem ficado para trás.
O romance é do tipo de liberta, mas também é do tipo que aceita as limitações de cada um. A obra tem várias mensagens lindas, personagens bem trabalhados, uma pitada extra de sensualidade, e um final INCRÍVEL e eletrizante. Sério, LEIAM!

Sir Richard Kenworthy tem menos de um mês para encontrar uma esposa. Ele sabe que não pode ser muito exigente, mas quando vê Iris Smythe-Smith se escondendo atrás de seu violoncelo no musical anual das Smythe-Smith, Richard acha que conheceu alguém muito valiosa. Ela é o tipo de mulher que passa despercebida até a realização de um segundo ou terceiro olhar de outra forma. Mas há algo nela abaixo da superfície, algo quente e ele sabe que ela é única. Iris Smythe-Smith...Ela está acostumada a ser subestimada, com seu cabelo claro e tranquila, mas há uma personalidade astuta que ela tende a esconder, e ela gosta dessa forma. Então, quando Richard Kenworthy se aproxima com galanteios e flertes, parece suspeito. Dando a impressão de um homem que se rende ao amor, mas ela. não pode acreditar que tudo é verdade. Quando sua proposta de casamento se torna uma situação comprometedora obrigatória, você não pode deixar de pensar que há algo escondido por trás disso. . . mesmo que o seu coração diz sim.
Os Mistérios de Sir Richard • Livro V
Romance de Época Editora Arqueiro • 280 Páginas Classificação: 4/5
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Sir Richard resolve ir a apresentação do quarteto Smythe-Smith com um único objetivo: encontrar uma noiva. Ele precisa se casar o mais rápido possível e, sem tempo para a corte, está à procura de um alvo certo, alguém que não será capaz de rejeitar um baronete. Além disso, ele também procura uma mulher inteligente, compreensiva e que ame sua família – alguém com quem ele possa ter ao menos um laço de amizade. E é aí que Iris chama sua atenção. Sua aparência é normal, seus dotes também, mas sua mente é sagaz e seu amor – e paciência – com as irmãs é notável. Em menos de um segundo, vendo-a tocar violoncelo, Sir Richard decide que encontrou sua esposa. Basta agora convencê-la (ou obrigá-la, se for necessário) a casar o mais rápido possível.
Sinceramente? Fiquei um pouco chateada com esse livro. Ele é sincero, mas isso não significa que eu não tenha sofrido ao lê-lo. Ao contrário de todos os romances de época que devorei nos últimos tempos, aqui o casamento é puramente um acordo. Existe interesse e desejo, mas nada avassalador ou ao menos notável. Sir Richard não está apaixonado ou louco de desejo por Iris, ele apenas precisa casar, e meu coração romântico sangrou ao ver essa mocinha sendo privada de uma grande paixão. A verdade é que existe um motivo para Sir Richard se manter distante, e também para desejar um casamento tão apressado. Confesso que não achei essa revelação inesperada (matei a charada logo nos primeiros capítulos), mas de fato ela foi impactante para o enlace amoroso do casal. Ou seja, Sir Richard tem um motivo válido para todas as suas atitudes, mas isso não torna a tarefa de perdoá-lo fácil.
 Existe perdão, explicação e redenção nesse livro. E, obviamente, um casal que sente na pele o quanto o amor é construído no convívio diário. Eu amei Iris e o papel que ela desempenha na vida do Sir Richard. E, em determinado momento, gostei do amor que eles constroem juntos. Mas, sendo o mais verdadeira possível, sinto que nunca vou superar como Iris e Richard se envolveram.
Ainda assim, trata-se de um livro cativante e cheio de ensinamentos. O final é difícil, mas gosto de pensar que o desejo da autora era descobrir a capacidade de perdoar de cada um dos seus leitores.


E aí, gostaram dos livros? Como disse, a série é apaixonante e envolvente. Além disso, ela conta com uma mescla de leveza e reflexão que me envolveu completamente.
Já leram algum? Qual o preferido de vocês?

Beijos


Comentários via Facebook

9 comentários:

  1. Eu estou acabando de ler os livros da série dos Bridgertons, graças as suas indicações e confesso que estava com o pé atrás em relação ao quarteto... Mas agora depois dessa resenha não vai ter jeito, fiquei curiosa com esses novos romances e vou ter que ler!
    Beijos,
    Bianca

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  2. Paolaaaaaa Tá sabendo que Os Bridgertons vai virar série da Netflix pela Shonda Rhimes????????????? To MORRENDOOOOOO *________*

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  3. Paolaaaaaaaaaaaa Tá sabendo que Os Bridgertons vai virar série da Netflix pela Shonda Rhimes???????? To MORRENDO *__________*

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  4. Oi, Pah!
    Tem um tempo que não passo aqui, preciso dar uma chance para essa série que tem comentários positivos e negativos sobre ela. Gostei desse resumo e vou dar uma chance aos livros em breve.
    Beijos,
    Ana.

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    Respostas
    1. Torcendo para você gostar! Depois me conta o que achou ♥

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  5. Acabei de adquirir O Quarteto. Obrigada pela dica♥

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