janeiro 24, 2019

[Resenha] As Viúvas – Lynda La Plante

Livro que inspirou o filme estrelado por Viola Davis com roteiro de Gillian Flynn. Dolly, Linda e Shirley não eram grandes amigas nem tinham nada em comum até que os maridos morrem juntos operando uma tentativa de assalto. Cada uma a seu modo está enfrentando o luto quando Dolly é surpreendida por descrições detalhadas de todos os roubos realizados e planejados pelo marido. Ela se vê diante de uma encruzilhada: pode se livrar daquilo tudo e voltar à sua vida pacata ou entregar a descoberta aos criminosos que querem tomar o lugar do falecido. Mas ninguém cogitaria sua aposta em uma terceira alternativa: recrutar as outras viúvas e concluir aquela última missão. Sozinhas e sem experiência no mundo do crime, as três começam os preparativos para a operação, porém o caminho até o roubo perfeito não se mostra exatamente simples. Mesmo com o cenário ideal para o crime ideal, será que mulheres de luto conseguirão concretizá-lo? Com protagonistas femininas fortes e uma narrativa intensa, As Viúvas inspirou a adaptação com direção de Steve McQueen McQueen (12 Anos de Escravidão) e roteiro de Gillian Flynn. Protagonizado por Viola Davis e com grandes nomes no elenco, como Liam Neeson, Colin Farrell e Michele Rodriguez, o filme — já cotado para o Oscar — estreia no Brasil dia 29 de novembro.

Romance
Policial • Editora Intrínseca • 400 Páginas • Classificação: 4,5/5
Skoob •
Compre: Amazon • Resenha @mayeosvicios

Dolly tinha uma vida perfeita e confortável, seu marido
Harry lhe dava do bom e do melhor, então suas maiores preocupações eram: trabalhos
voluntários no orfanato, cuidar de seu cão Wolf e cuidar da casa e manter tudo
perfeito para seu esposo. Porém, num belo dia Dolly recebe a notícia de que seu
marido morreu em meio a um assalto arquitetado por ele e seus comparsas, informação
que vira sua vida de cabeça para baixo.

Harry sempre fora à base de Dolly e, mesmo ela sendo uma
mulher muito forte e que desde o início já nos faz perceber como é astuta e
inteligente, é notável o quanto ela sofre com perda do marido. E, é motivada
por esse sentimento, que ela decide curar seu luto convocando as demais viúvas
dos parceiros de Harry para terminar o que eles começaram: assaltar um carro
forte e roubar milhares de libras. O que comprova o quanto Dolly é forte e
ousada. 

Além de Dolly temos Linda e Shirley, duas mulheres jovens e
de personalidade forte, que recebem como um grande baque a morte de seus
companheiros. Cada uma delas têm dívidas e uma vida difícil, então quando Dolly
aparece querendo terminar o assalto que Harry começou e oferecendo uma boa
grana em troca, elas topam (mesmo no início achando que tudo isso não daria em
nada). Por outro lado, temos a polícia que segue no encalço de Harry e seus
comparsas por anos – com muita sede de justiça. Porém, todos sabem que Harry
guardava a sete chaves seus livros contábeis, onde cada plano executado por ele
está descrito e cada bandido que já trabalhara com ele tem seu nome registrado,
algo que tanto a polícia deseja colocar as mãos, quanto todos os bandidos da
cidade.

A obra já me encantou logo no início. A narrativa da autora
é deliciosa e me manteve curiosa para ver estas mulheres em ação – e que
mulheres, minha gente! Uma completamente diferente da outra, tanto em estilo de
vida quanto em personalidade, e ao longo da narrativa vemos cada uma superando
seus medos, enfrentado pessoas barra pesada, superando desafios físicos e
emocionais, sempre tendo em vista o grande assalto que estão planejando. Além
disso, apesar dos conflitos que surgem, uma protege a outra e vemos uma grande
amizade surgindo de toda esta confusão. Porém, é claro que a obra não se trata
apenas disso e temos grandes surpresas, uma delas eu descobri antes do tempo,
mas não tirou o brilho da história como um todo. Confesso que no núcleo
policial, me decepcionei com o desfecho, embora agora eu saiba que teremos
continuação, mas esperava mais dos detetives e achei o final de Resnick (o
detetive principal) muito inferior ao que ele merecia.

A leitura flui rapidamente e torcemos muito para que estas
mulheres tenham êxito, mostrando que realmente não somos o sexo frágil e
podemos fazer tudo o que quisermos, inclusive passar a perna num bando de
homens que se acham espertalhões (sejam eles bandidos ou policiais).

Eu adorei a obra e estou muito curiosa com a sequência, que
não ainda não tem previsão de ser lançada, mas o final deixou uma brecha para o
próximo livro e já estou torcendo muito para chegar logo em minhas mãos; além
de agora querer conferir outras obras da autora. Intrínseca, fica a dica para
próximos lançamentos, viu?

Beijos

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