Resenha: Aprendendo a Seduzir (Patricia Cabot)


Título: Aprendendo a Seduzir
Autor: Patricia Cabot (Pseudônimo da Meg Cabot)
Editora: Essência (Selo Editora Planeta)
Páginas: 366
ISBN: 978-85-7665-509-1

Sinopse: Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher. Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres. Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem. Escrito por Meg Cabot, sob seu pseudônimo, esse romance vai mostrar que o amor escolhe seus próprios caminhos, sempre imprevisíveis.

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Romântico, divertido e envolvente, Aprendendo a Seduzir é mais uma obra que comprova o talento nato para a escrita da querida Meg Cabot.  Não digo que me surpreendi com a qualidade da história, pois sabia o quanto iria me envolver com ela. Acostumada com a forma divertida e leve com a qual a Meg escreve, logo de início já sabia o quanto iria gostar do livro. Entretanto, estava preparada para muito romance – afinal, com esse título, o que esperar da obra não é mesmo? Mas como sempre, a Meg me mostrou que seus clássicos históricos vão além da descoberta do amor e da paixão, tratando de aspectos com traição, ganância e preconceito social.
Somos apresentados então a Caroline, uma jovem dama forte, carinhosa e decidida, do tipo que não se preocupa com as convenções sociais e que ama sua família de forma incondicional. Noiva do atraente marquês de Winchilsea, Caroline se vê entre apuros quando o surpreende em uma cena íntima com outra mulher. Por motivos familiares ela deve a Winchilsea respeito e gratidão, por isso, resolve acreditar que sua inexperiência em relacionamentos foi o motivo que o levou a procurar outra mulher.  Decidida a seduzi-lo, procura por alguém que possa ensinar-lhe a se tornar uma mulher, sem opções, recorre ao mestre da atração, Braden Graville, o Lothario de Londres.
Branden é um burguês que procura um lugar de reconhecimento na sociedade londrina, esforçado e trabalhador, ganhou dinheiro pelo fruto do próprio trabalho, saindo da periferia para se tornar um homem de posses, algo que naquela época, não era visto com bons olhos.  Rústico e charmoso sua fama com as mulheres é reconhecida por toda a região, entretanto, ela se aplica a mulheres maduras, aquelas que não parecem se importar se Branden é um burguês, ou um marquês. Assim, quando Caroline propõe que ele a ensine sobre as artimanhas da sedução, ele reluta preocupado por não saber como se comportar perante ela, afinal, além de “indigno e sem título”, ele não possuía experiência com mulheres como Caroline.
“Você está com medo (...) Admita. Você está assustado. Porque nunca teve uma assim. Quero dizer, uma virgem.”
Sob chantagem, Branden aceita ajudar Caroline, mas logo, suas lições acabam tomando um rumo inusitado, perigoso e proibido. Mais parecidos do que aparentam ser, Branden e Caroline mesmo relutantes, acabam criando um laço de amizade e compreensão, relação que eles utilizam para apaziguar o forte sentimento do desejo que insiste em uni-los.  
“o perfume dele – de que ela se lembrava tão bem daquela tarde -, uma combinação extremamente masculina de sabonete e pólvora; o calor que atravessava seu casaco quase através do material de suas luvas; o suave tom azulado de sua pele recém-barbeada; aquela cicatriz diabólica na sobrancelha... todas essas coisas pareciam minar sua resistência. Mas ela resistiria a ele. Tinha que resistir...”
Como sabemos, o desejo pode criar espaço para sentimentos de paixão e amor, assim, não demora muito para Branden descobrir que ao invés de ensinar Caroline à arte da sedução, acabou sendo seduzido por ela. - Mas ela estava noiva de um marquês, ela nunca pertenceria a ele. Prestes a ignorar seus sentimentos Branden descobre segredos que podem comprometer o futuro de Caroline e resolve lutar pela felicidade dela, mesmo que isso aconteça longe dele.
 “O amor doía. O que doía mais que tudo era que ele sabia que, embora muitas vezes tivesse dito a si mesmo que era melhor ele ir embora – que se ela não podia confiar nele agora, ela jamais poderia – isso não era verdade. Não era melhor ficar sem ela. Ele precisava dela. Precisava de sua bondade, sua franqueza, seu humor, sua humanidade. Maldição! Precisava dela...”
Entre um amor proibido, Meg passa a inserir elementos de mistério e ação a narrativa, conduzindo-a a um rumo inesperado. Suspiramos com o amor narrado e ficamos presos a história pelo suspense da trama. Muitos personagens não são o que aparentam ser, e no momento em que as mentiras passam a ser reveladas, afinal, a verdade sempre vêem a tona, Coroline e Branden vêem não só seus sentimentos ameaçados com também, suas próprias vidas.
Adorei o livro. Encantei-me com Branden, que por trás da pinta de homem durão é gentil e muito digno. Caroline em contra partida, é muito divertida e esperta. Juntos eles são mais que envolventes. Com pitadas de paixão e muito mistério, Meg nos transporta para uma Londres cercada de luxos, dinheiro e títulos de nobreza, mas ao contrário do esperado, nos apresenta a personagens ricos de espírito.

Para quem gosta de um clássico histórico, Aprendendo a Seduzir é leitura obrigatória. Totalmente recomendado!
Espero que tenham gostado da resenha.
Até, 

18 comentários:

  1. Morro de vonrade de ler esse livro. Sua resenha está maravilhosa Pah! Sdd de vc !

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  2. Já li esse e por isso que falo que a Meg e divã,o Branden e muito fofo adorei essa história,mas ainda prefiro A rosa do Inverno da Meg que também e um romance histórico.

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  3. Parabéns pela resenha Pah! Já li Aprendendo a Seduzir e amei! Beijos!

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  4. Esse foi o primeiro romance histórico que eu lí. Me apixonei pelo livro e fiquei mais interessada em livros desse gênero.
    O livro é super envolvente, te prende do início ao fim.
    Beijos e parabéns pela resenha ♥!!

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  5. Estou com o meu Liberte Meu Coração lá e querendo mto lê-lo! Pena que tenho uma fila enorme na frente hauhauhau

    Li pode Beijar a Noiva e sei o qnto Meg escreve bem romances históricos <3

    Aprendendo a Seduzir deve ser lindo mesmo!

    Um beijo.

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  6. Sua resenha sempre chama atenção, apesar dela ser levado ao publico feminino chama interesse pela quantidade de pessoas que falam na série....


    Philip Rangel
    Entrando Numa Fria

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  7. Resenha maravilhosa, só me deixou com ainda mais vontade de ler esse livro \o/

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  8. Oi Pah,

    Bom, também amo a Meg e sempre me apaixono por tudo que ela escreve, mas tenho que confessar que mostro uma certa...resistência a clássicos históricos e histórias nesse sentido. Na verdade o único que li até hoje desse estilo foi " Orgulho e Preconceito" e mesmo que o tenha adorado não consegui me acostumar ainda com esse gênero.
    Mas o fato de ser escrito por Meg Cabot com certeza vai me dar um grande 'empurrão' pra ler. Todos os personagens dela são cativantes e divertidos e é impossível você não reconhecer o bom humor dela em cada linha.
    E, ainda mais depois da sua resenha fiquei ainda mais curiosa.
    Gostei do estilo do Branden - sino uma nova paixonite platônica vindo *---* rsrs'

    ~> Beijusss Pah...;*

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  9. Boa Noite minha querida,o Amor Imortal está fazendo 1 aninho e não podia deixar de vir aqui te agradecer por tudo e te convidar para a promoção que fiz especialmente para amigos tão especiais como você: http://amorimortall.blogspot.com/2011/12/mega-promocao-de-aniversario-de-1-ano.html
    Participe.
    beijos

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  10. É, Pah, eu também esperava muito romance do livro e fiquei surpresa ao ver que trata de tantos outros assuntos!
    A Meg é diva, isso é um fato!
    Só li A Rosa do Inverno dos romances dela como Patrícia, e preciso urgentemente ler todos!
    Beijão!

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  11. Dizem que os livros da meg em que ela usa pseudônimo são bem diferente do que ela normalmente escreve. mas ainda assim Meg é Meg e eu AMO os livros dela então eu TENHO que ler esse livro antes de morrer.

    Beijos,
    Thais P.
    http://thaypriscilla.blogspot.com

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  12. Também adoro este estilo de leitura. É leve e dinâmico, o caso de uma rainha como a Meg Cabot. Já está na minha lista há algum tempo.

    tesouroliterario.com

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  13. Oi Pah!
    Nunca li nada da Meg, eu tinha uma regra de nunca ler nada recém lançado, para não me deixar levar pelo "oba oba", mas depois de tanto tempo, acho que está na hora de de conhecer o trabalho dela.
    Amei demais tua resenha, não ficou contando o que acontece tin tin por tin tin *odeio que faz resenhas assim* e gostei da forma que tu escreveu tua opinião. Nota 10 pra você.
    Um beijão,
    @pirulitolimao

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  14. Oi Pah!!!
    Adorei a resenha flor, tem noção que nunca li um livro que seja da Meg?! é pois é... E cada vez que vejo uma resenha me pergunto pq ainda não rs...
    O livro parece ótimo, só não gostei muito da capa. Vou colocar na minha lista, quem sabe seja o primeiro dela que leio.

    Beijos
    Lis - Batalha Literária

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  15. Eu também adorei o livro! Os personagens são ótimos e a trama envolvente!
    Bjs
    @PatriciaADavis

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  16. PRECISO muito desse livro! Tenho certeza de que vou amar! Adorei a resenha e já me apaixonei pelo Brandon só por ela!! Parece ser uma história super fofa, divertida e apaixonante, e ainda com pitadas de mistério e perigo na narrativa só torna tudo muito melhor!!

    Beijos!

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  17. Li esse livro há 2 anos e confesso que não achei tudo isso... Amo romances históricos, principalmente da Candace Camp, por isso talvez seja mais exigente... Enfim, sua resenha está tão bem escrita e empolgante que até fui checar minhas anotações para confirmar que o livro não era tão bom assim... e não era, os personagens são legais mas pouco desenvolvidos e a autora enrola um pouco no andar da história na minha opinião.

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