[Resenha] Infinity Ring: Um Motim no Tempo - James Dashner

Quando os melhores amigos Dak Smyth e Sera Froste descobrem o segredo da viagem no tempo - um dispositivo portátil conhecido como Anel do Infinito -, eles acabam envolvidos numa guerra secreta que existe há muitos séculos e decidirá o futuro da humanidade. Recrutados pelos Guardiões da História, uma sociedade secreta que existe desde Aristóteles, as crianças descobrem que a história havia saído desastrosamente de seu curso natural. Agora, Dak, Sera e Riq, o jovem guardião em treinamento, devem voltar no tempo para corrigir as Grandes Fraturas - e, no caminho, ainda salvar os pais de Dak. A primeira parada é na Espanha de 1492, quando um navegador chamado Cristóvão Colombo está prestes a ser lançado ao mar, durante um motim terrível.
Aventura Infanto-Juvenil || 24o Páginas || Cortesia Editora Paralela || Skoob || Compare & Compre || Classificação: 4/5
Um motim no Tempo’ é o primeiro volume entre sete livros (considerando os dois últimos que ainda não foram publicados), da série Infinity Ring. O diferencial da saga é que cada obra, com exceção da primeira e da última, foi escrita por autores diferentes, desta forma, são responsáveis pela autoria da série: Carrie Ryan, Lisa McMann, Matt de la Pena, Matthew Kirby,  Jennifer Nielsen e claro, James Dashner . Além de contar com uma forma de publicação inusitada, a série inova ao abordar um tema que por si só é pra lá de atrativo, as viagens no tempo. Nós sabemos que o presente é fruto das ações do passado, sendo assim, e se tais eventos fossem alterados, não teríamos nós um presente diferente? Se Napoleão Bonaparte não tivesse perdido a guerra, como nosso mundo atual seria? E se o homem não tivesse pisado na lua, isso afetaria o nosso presente? Imagine uma realidade alterada para assegurar o poder de uma única organização, um mundo que reflete um passado repleto de falsas verdades; para colocá-lo no lugar só existe uma saída, reorganizar o passado e esperar por um novo futuro.
 “O tempo havia saído dos eixos - era nisso que os Guardiões da História acreditavam. E, como as coisas não podiam mais ser consertadas, só havia uma esperança... voltar no tempo e corrigir o passado.”

Neste primeiro capítulo da saga Infinity Ring somos apresentados aos inteligentíssimos jovens Dak e Sera. O mundo deles não é um lugar seguro, pelo menos não para uma mente sã. Governados e controlados por uma organização misteriosa, a SQ, o mundo desses jovens reflete o que o governo quer que reflita, mesmo que para isso a população precise perder suas lembranças e viver com inúmeros vácuos de memória. Entretanto, se rebelar não é uma opção, não até esses dois amigos se meterem em assuntos de adultos e descobrirem a única maneira de corrigir o presente. Sendo assim, o livro gira em torno da aventura desses jovens e de como eles acabam envolvidos em uma grande guerra por poder e controle, o que não dá espaço para entendermos mais sobre a sociedade na qual eles vivem, mas por outro lado reserva uma chuva de fatos históricos, muito mistério e claro, uma boa reflexão sobre o velho jargão de causa e efeito.
Para os amantes de história (como eu), a premissa dessa série não poderia ser mais surpreendente; fiquei horas refletindo sobre ela, sobre os infinitos ‘e se’ que definem a nossa existência. E o melhor de tudo não foram os questionamentos e reflexões, mas a carga histórica do livro. Fui totalmente surpreendida pela quantidade de informações, datas e acontecimentos históricos citados e utilizados como pano de fundo para a obra, e tal elemento foi o que me ganhou por completo. Todas as outras características do livro tornaram-se secundárias perto desse fator, ou seja, não me importei de ser uma literatura juvenil, e até relevei a narrativa superficial dos fatos, visto que prefiro histórias densas em sentimentos e emoções.
Mas não podemos dizer que a grande sacada do livro é apenas o seu conteúdo histórico; existem outros elementos positivos na trama, como por exemplo, o teor distópico da sociedade descrita e os dramas familiares enfrentados pelos personagens principais. Esses dois pontos foram decisivos na minha opção de continuar a acompanhar a série, pois tendo em vista que o primeiro livro da saga tem apenas 240 páginas, é impossível termos os questionamentos centrais da trama respondidos, o que nos deixa curiosos e ansiosos pelas próximas aventuras de Dak e Sera. Contudo, existem também pontos negativos que me desanimaram, como por exemplo, a escrita do autor. Como leitora, queria uma narrativa mais próxima dos personagens centrais; ao longo da leitura não me senti parte deles, não me envolvi ou me preocupei com seus medos e dúvidas, era como se tivesse vendo tudo de um lugar muito distante, e convenhamos, a graça da leitura é poder mergulhar e experimentar a história lida. Além disso, tem a facilidade como as coisas são resolvidas, tudo parecia tão simples e lógico que parte do encanto se perdeu, isso sem mencionar que, por mais inteligentes que os protagonistas sejam, é difícil imaginá-los em uma missão tão complexa.
Ponderando os prós e contras, vi mais pontos positivos do que negativos. No geral, a leitura foi agradável e reflexiva, e o final foi bom o suficiente para me deixar curiosa pelo próximo livro, que, para os curiosos de plantão, tem previsão de lançamento para julho desse ano e título definido (Dividir e Conquistar).
Para aqueles que gostam de aventuras e tramas recheadas de fatos históricos eu indico a obra. E aqui vai uma dica, aqueles que querem experimentar um pouco dessa misteriosa trama podem se aventurar no jogo de pistas criado pela editora, o enigma do rei dos diamantes, veja mais aqui.
Quotes:
“–Eu nunca imaginei que fosse viver para ver. – Vai acontecer mesmo. O Cataclismo está próximo, e tudo o que a gente pode esperar é morrer antes que ele aconteça...”
Capa Original:





3 comentários:

  1. Amei a resenha Pah. Li uma esses dias sobre esse livro, mas a blogueira não curtiu tanto. Eu amo tudo que envolve viagem no tempo, então de qualquer forma fiquei curiosa para lê-lo e ver o que vou achar. Beijos, Mi

    www.recantodami.com

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    1. Tabém gostei muito mirelle

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  2. Saudades caixinha de Correio...

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