maio 16, 2013

[Resenha] Infinity Ring: Um Motim no Tempo – James Dashner

Quando os melhores amigos Dak Smyth e Sera Froste
descobrem o segredo da viagem no tempo – um dispositivo portátil conhecido como
Anel do Infinito -, eles acabam envolvidos numa guerra secreta que existe há
muitos séculos e decidirá o futuro da humanidade. Recrutados pelos Guardiões da
História, uma sociedade secreta que existe desde Aristóteles, as crianças
descobrem que a história havia saído desastrosamente de seu curso natural.
Agora, Dak, Sera e Riq, o jovem guardião em treinamento, devem voltar no tempo
para corrigir as Grandes Fraturas – e, no caminho, ainda salvar os pais de Dak.
A primeira parada é na Espanha de 1492, quando um navegador chamado Cristóvão
Colombo está prestes a ser lançado ao mar, durante um motim terrível.
Aventura Infanto-Juvenil || 24o Páginas
|| Cortesia
Editora Paralela ||
Skoob ||
Compare & Compre || Classificação: 4/5
Um
motim no Tempo’
é o primeiro volume entre
sete livros (considerando os dois últimos que ainda
não foram publicados),
da série Infinity Ring. O diferencial da saga é que cada obra, com exceção da primeira e da
última, foi escrita por autores diferentes, desta forma, são responsáveis pela
autoria da série:
Carrie Ryan, Lisa
McMann, Matt de la Pena, Matthew Kirby,  Jennifer Nielsen e claro, James Dashner . Além de contar com uma forma
de publicação inusitada, a série inova ao abordar um tema que por si só é pra
lá de atrativo, as viagens no tempo. Nós
sabemos que o presente é fruto das ações do passado, sendo assim, e se tais
eventos fossem alterados, não teríamos nós um presente diferente? Se Napoleão Bonaparte não tivesse
perdido a guerra, como nosso mundo atual seria? E se o homem não tivesse pisado na lua, isso afetaria o nosso
presente? Imagine uma realidade alterada para assegurar o poder de uma única
organização, um mundo que reflete um passado repleto de falsas verdades; para colocá-lo
no lugar só existe uma saída, reorganizar o passado e esperar por um novo
futuro.
 “O tempo havia saído dos eixos – era nisso que
os Guardiões da História acreditavam. E, como as coisas não podiam mais ser
consertadas, só havia uma esperança… voltar no tempo e corrigir o passado.”

Neste primeiro
capítulo da saga
Infinity Ring somos apresentados aos inteligentíssimos
jovens Dak e Sera. O mundo deles não é um lugar seguro, pelo menos não para uma
mente sã. Governados e controlados por uma organização misteriosa, a SQ, o
mundo desses jovens reflete o que o governo quer que reflita, mesmo que para
isso a população precise perder suas lembranças e viver com inúmeros vácuos de
memória. Entretanto, se rebelar não é uma opção, não até esses dois amigos se
meterem em assuntos de adultos e descobrirem a única maneira de corrigir o
presente. Sendo assim, o livro gira em torno da aventura desses jovens e de como
eles acabam envolvidos em uma grande guerra por poder e controle, o que não dá
espaço para entendermos mais sobre a sociedade na qual eles vivem, mas por
outro lado reserva uma chuva de fatos históricos, muito mistério e claro, uma
boa reflexão sobre o velho jargão de causa
e efeito
.
Para os
amantes de história (como eu), a premissa dessa série não poderia ser mais surpreendente;
fiquei horas refletindo sobre ela, sobre os infinitos ‘e se’ que definem a nossa existência. E o melhor de tudo não foram
os questionamentos e reflexões, mas a carga histórica do livro. Fui totalmente surpreendida
pela quantidade de informações, datas e acontecimentos históricos citados e utilizados
como pano de fundo para a obra, e tal elemento foi o que me ganhou por
completo. Todas as outras características do livro tornaram-se secundárias
perto desse fator, ou seja, não me importei de ser uma literatura juvenil, e
até relevei a narrativa superficial dos fatos, visto que prefiro histórias
densas em sentimentos e emoções.
Mas não
podemos dizer que a grande sacada do livro é apenas o seu conteúdo histórico; existem
outros elementos positivos na trama, como por exemplo, o teor distópico da
sociedade descrita e os dramas familiares enfrentados pelos personagens
principais. Esses dois pontos foram decisivos na minha opção de continuar a
acompanhar a série, pois tendo em vista que o primeiro livro da saga tem apenas
240 páginas, é impossível termos os questionamentos centrais da trama
respondidos, o que nos deixa curiosos e ansiosos pelas próximas aventuras de Dak
e Sera. Contudo, existem também pontos negativos que me desanimaram, como por
exemplo, a escrita do autor. Como leitora, queria uma narrativa mais próxima
dos personagens centrais; ao longo da leitura não me senti parte deles, não me
envolvi ou me preocupei com seus medos e dúvidas, era como se tivesse vendo
tudo de um lugar muito distante, e convenhamos, a graça da leitura é poder
mergulhar e experimentar a história
lida. Além disso, tem a facilidade como as coisas são resolvidas, tudo parecia
tão simples e lógico que parte do encanto se perdeu, isso sem mencionar que,
por mais inteligentes que os protagonistas sejam, é difícil imaginá-los em uma
missão tão complexa.
Ponderando os
prós e contras, vi mais pontos positivos do que negativos. No geral, a leitura
foi agradável e reflexiva, e o final foi bom o suficiente para me deixar
curiosa pelo próximo livro, que, para os curiosos de plantão, tem previsão de lançamento para julho desse
ano e título definido (Dividir e
Conquistar)
.
Para aqueles
que gostam de aventuras e tramas recheadas de fatos históricos eu indico a
obra. E aqui vai uma dica, aqueles que querem experimentar um pouco dessa misteriosa
trama podem se aventurar no jogo de pistas criado pela editora, o enigma do rei
dos diamantes, veja mais
aqui.
Quotes:
“–Eu nunca imaginei que fosse
viver para ver. – Vai acontecer mesmo. O Cataclismo está próximo, e tudo o que
a gente pode esperar é morrer antes que ele aconteça…”
Capa Original:


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3 Comentários

  • Anônimo
    17 maio, 2013

    Saudades caixinha de Correio…

  • Mirelle Candeloro
    16 maio, 2013

    Amei a resenha Pah. Li uma esses dias sobre esse livro, mas a blogueira não curtiu tanto. Eu amo tudo que envolve viagem no tempo, então de qualquer forma fiquei curiosa para lê-lo e ver o que vou achar. Beijos, Mi

    http://www.recantodami.com

    • Anônimo
      26 agosto, 2015

      Tabém gostei muito mirelle