julho 23, 2013

[Resenha] O Anjo de Hitler – William Osborne

Leni
tem catorze anos, é austríaca, judia e muito corajosa. Refugiada na Inglaterra
durante a Segunda Guerra Mundial, certo dia é convocada pelo almirante
MacPherson para a missão mais perigosa de sua vida… Otto é alto, bem magro, tem olhos ca
castanhos e vive na Inglaterra
– sua família foi aprisionada pelos nazistas. Ele adora se meter em confusão e
é por isso que, quando o almirante sugere que ele ajude o governo inglês numa
missão ultrassecreta, ele aceita na hora. Otto e Leni são enviados à Alemanha
para resgatar uma garotinha chamada Angelika. Pouco se sabe sobre essa pequena
órfã misteriosa em quem a Inglaterra tanto aposta como a arma secreta que
colocará o ponto final naquela guerra sangrenta. 
Leni, Otto e Angelika
enfrentam grandes desafios, descobrem segredos importantíssimos e acabam
mudando os rumos deste episódio tão marcante para a história. 
Jovem Adulto || 272
Páginas
|| Cortesia Seguinte || Skoob || Compare & Compre|| Resenha da Kamila Mendes || Classificação: 5/5
Impactante, terminei a leitura desse livro há alguns minutos
e decidi escrever a resenha logo para registrar minhas primeiras impressões.
A estória se passa em 1941, durante a Segunda Guerra
Mundial. Dois adolescentes são escolhidos pelo serviço secreto britânico para
trabalhar como agentes infiltrados. Sua missão? Sequestrar uma menina de dez
anos, levá-la em segurança para a Suíça (país neutro durante o período abordado
pela obra) e entregá-la ao comandante Mcpherson.
Uma
raposa pode até começar com vantagem, mas no final acaba sendo devorada pelos
cachorros, pensou Otto. (Pg. 205)

Esse seria apenas mais um livro de ficção escrito para
contar os horrores da Segunda Guerra Mundial, mas o Anjo de Hitler usa a
Segunda Grande Guerra como palco para que seus personagens principais cresçam.
Muitos podem pensar: Mas crianças como agentes secretos, enfrentando os perigos
reais do Terceiro Heich? Impossível. A questão é: crianças como agentes
secretos é um fato realmente difícil de engolir, mas a ambientação do livro dá
o tom de veracidade.
O autor usou uma lenda ao redor de Adolf Hitler como ponto
de partida para sua trama. Tal lenda conta que Hitler teria uma filha,
desaparecida durante a guerra. Baseado nesse rumor, William Osborne construiu o
personagem que mais me impactou: Angelika, menina que acreditava ser um anjo,
pois fora criada em um convento, isolada do mundo, ouvindo da Madre Superiora
que era uma criança especial.
Angelika é um doce de menina e vem dela a decisão mais
difícil do livro. Leni e Otto são os adolescentes recrutados para a missão.
Ambos perderam parentes para o Heich e tem motivos suficientes para se vingar
de Hitler. Mas os adolescentes são confrontados por questões éticas e morais,
como por exemplo, vale a pensa sacrificar uma criança para se vingar? Não que
esse fosse o plano da Inglaterra, mas esse era o motivo pelo qual aceitaram a
missão.
Otto é muito corajoso e endurecido pelo desaparecimento de
sua família. Leni é forte e corajosa e carrega no peito um desejo pessoal de
vingança: vinda de uma família judia, fugiu para a Inglaterra com a mãe e irmãs
e nunca mais ouviu falar de seu pai e irmãos, provavelmente vítimas do
holocausto.
O que me marcou foi justamente a força dos personagens e as
pitadas de realidade que o autor nos dá. Com pequenas cenas de tortura, Osborne
joga na imaginação do leitor fragmentos do que acontecia nos interrogatórios
nazistas. O autor também nos apresenta personagens e fatos históricos verídicos
como a Operação Barbarossa (invasão da União Soviética por 4,5 milhões de
soldados nazistas).
Eu sinceramente devorei as ultimas 100 páginas do livro. Fui
tomada por um ritmo frenético de perseguição; uma sensação de que estava no
lugar de Leni e Otto e um desejo frenético de resgatar Angelika. O final
inesperado me desmontou e foi por isso que decidi escrever agora. O Anjo de
Hitler me marcou. Não sei dizer se daqui algum tempo me lembrarei desse livro
como predileto, mas hoje, sem dúvidas, digo que me apaixonei pela narrativa e
que gostaria de conhecer pessoas como esses personagens fictícios.
Dou cinco estrelas sem pestanejar!
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6 Comentários

  • Amiga da Leitora - Thais
    27 julho, 2013

    A premissa deste livro é o suficiente para me fazer deseja-lo urgentemente! E vendo um pouco mais de detalhe pelo que vc escreveu na resenha, tenho certeza que deve ser um livro impactante e que mereça sem duvida suas 5 estrelas. Porém, eu cheguei a pensar que seria algo no estilo 'A Menina que Roubava Livros', e que o livro conseguiria atingir mais o lado emocional. Mas as resenhas que venho lendo, me fez enxergar que não é bem isso que eu imaginava. Coisa que não seria motivo para me fazer desistir, pelo contrário.

    xoxo
    http://amigadaleitora.blogspot.com.br/

  • Mirelle Candeloro
    24 julho, 2013

    Kamila, amei sua resenha e fiquei super curiosa para ler o livro. Adoro tudo que envolva a segunda guerra mundial e depois que li Os Óculos de Heidegger sou capaz de acreditar em qualquer coisa que tenha acontecido naquela época. Ótima dica de leitura. Beijos, Mi

    http://www.recantodami.com

  • Clara Beatriz
    23 julho, 2013

    Amo livros da Segunda Guerra Mundial e quero muito ler esse!

    @mmundodetinta
    maravilhosomundodetinta.blogspot.com.br

  • Amanda in the Bucket
    23 julho, 2013

    Segunda resenha que leio falando bem deste livro, mas a sua esmiuçou um pouco mais e foi a que me deixou com vontade de ler. Já acho que vou me ligar aos personagens ;_;
    Não gostei muito da capa brasileira. As outras duas abaixo são mais chamativas em minha opinião. Vou colocar na wishlist, haha.
    Abraços!

    (✌゚∀゚)☞ Me in the Bucket

  • Tyele
    23 julho, 2013

    Nossa… eu não conhecia o livro e não curto muito as histórias baseadas no holocausto, mas vez ou outra eu acabo lendo e me interessei muito por esse.
    Adorei sua resenha e caramba, 5 estrelas? deve ser realmente marcante.
    Beijos

    Livromaníaca
    http://girlfreakbooks.blogspot.com.br/

    • Kamila Mendes
      27 julho, 2013

      Foi a primeira ficção que li com base no Nazismo e eu gostei muito! Os personagens, apesar de crianças, são bem adultos…isso me marcou! 😉