fevereiro 13, 2017

[Resenha] Machina Anima – Bruno Ma Louzada (+ Sorteio)

O mundo no futuro mudou e não necessariamente para o melhor. No pós Terceira Guerra Mundial, ele é um lugar cinza e frio para aqueles menos afortunados e um paraíso para aqueles que podem pagar por ele. A grande queda na população global fez com que androides substituíssem a mão de obra humana e deu poder a Corporações, que passaram a controlar tudo, desde a água que tomamos até o ar que respiramos. Frank, um ex-policial comum, trabalha para uma destas companhias como Recolhedor, que são aqueles que levam androides danificados para serem consertados, porém em uma de suas chamadas de serviço ele conhece algo, ou melhor, alguém, que irá mudar o seu mundo. Um homem comum com um trabalho comum, mas o homem certo na hora errada pode fazer toda a diferença.

Ficção Científica | 248 Páginas|  Editora Chiado|
Skoob |
Compare & Compre | Conheça o Autor | Classificação
4/5
Machina Anima é o tipo de ficção
que conquista logo nas primeiras páginas. Com um cenário futurista singular e
misterioso, Bruno Ma Louzada consegue prender a atenção do leitor com a
promessa de uma história repleta de aventura e grandes revelações – e é
exatamente isso que encontramos durante a leitura, uma trama que cresce em
artimanhas e segredos. Além de um contexto distópico instigante, o livro também
traz uma sociedade marcada pela desigualdade social, um protagonista maduro e
flagelado pelos erros do passado e, o melhor de tudo, uma nova geração de
androides que ameaça subjugar os humanos. – Já ouviu falar que quem brinca com
fogo pode se queimar? Aqui uma grande corporação quis brincar de Deus, mas
acabou criando robôs inteligentes e completamente independentes.

Ao contrário do que pode
parecer o livro não traz os robôs como vilãos, mas sim como vítimas de uma
corporação gananciosa e autoritária. Aqui a sociedade é organizada da seguinte
forma: os ricos morram em apartamentos luxuosos em grandes construções verticais,
os pobres fazem o serviço manual – mas apenas aqueles que os robôs não
conseguem fazer – e vivem na parte de baixo (escura e abandonada) da cidade, e
os mais pobres ainda passam fome nos esgotos ou foram excluídos para o lado de
fora da cidade (que, para segurança, foi murada logo depois da grande
guerra). Nosso protagonista faz parte do proletariado: vive em um apartamento
minúsculo, come pouco e bebe muito, e trabalha como recolhedor para a grande
corporação – seu papel é recolher os robôs que dão pane e levá-los para a
manutenção. Inicialmente mergulhamos na rotina de Frank, um ex-policial no auge
da vida adulta, e em seu trabalho ao lado de um grande amigo. Contudo, a
aventura realmente começa quando Frank recolhe um robô extremamente humanizado
e passa a questionar as verdades pregadas pela grande corporação.
Não estou acostumada a ler livros
de ficção que focam na aventura ao invés do romance. E isso é algo importante
sobre Machina Anima: apesar da trama trazer infinitas emoções, em nenhum
momento ela pende para o romance – e, confesso, gostei disso. Além do fato do
livro focar exclusivamente na ação, também gostei do protagonista ser mais
velho. A maturidade de Frank é notável em suas escolhas e na forma dele
enxergar o mundo; fora que também é perceptível o peso dos anos que ele carrega
nos ombros, principalmente quando descobrimos os motivos por trás de suas
constantes bebedeiras e reclamações. Frank é o tipo de homem maltratado pelo
destino, mas que em situações de risco sabe como criar bons planos de fuga e se
manter vivo (algo bem no estilo Duro de Matar, risos). Assim,
encontramos um personagem com um coração ferido – que apesar de negar, precisa
de ajuda para voltar a viver – e ao mesmo tempo mergulhamos em uma aventura
cheia de homens gananciosos e robôs misteriosos. Por falar em robô, vale dizer
que o livro conta com uma personagem surpresa: Carol, um robô que conquista o
coração do leitor e que mostra o quanto a sociedade está correndo risco ao se
deixar dominar por certos empresários. Carol e Frank embarcam em uma aventura
cheia de idas e vindas, erros e acertos, e muito perdão e superação.
Gostei bastante de Frank e de
Carol, e adorei como eles aceitam a função de desmascarar os planos de
dominação da grande corporação. Contudo, alguns pontos dessa aventura me
incomodaram: a facilidade com que certas coisas são resolvidas (fiquei com a
sensação de que os protagonistas são sortudos demais) e o final abrupto que
quase – frisem no quase – me fez odiar o livro. As coisas acabam no pior
momento possível e, apesar do autor ter acrescentado um epílogo esclarecedor
que nos deixa com o coração na mão, achei maldade a obra terminar no ápice de
uma batalha. Queria mais, e também queria um final diferente para esses
personagens tão carismáticos e envolventes. Além disso, devo frisar que a escrita do autor é completamente superficial –
não no sentido pejorativo, mas sim no contexto de que a obra é narrada com
rapidez e sem muito aprofundamento. Para quem gosta de leituras mais fluidas e
autoexplicativas, a escrita do autor não incomodará. Contudo, aqueles que
preferem explicações mais elaboradas e diálogos mais intensos poderão sentir
falta de uma trama mais detalhada. Nesse ponto é importante dizer que estamos
falando de um autor iniciante e que vem amadurecendo sua escrita, e que por
esse motivo algumas vezes acabamos encontrando frases descontextualizadas e a
repetição de um mesmo sujeito.
No geral achei o cenário
criado bacana (me lembrou um pouco de A Cidade Murada e Divergente), a relação
da sociedade com robôs muito inteligente e reflexiva (não foi difícil imaginar
nosso futuro da forma narrada pelo Bruno), e a narrativa simples e direta.
Acredito que os fãs de aventura policial gostarão dessa história.
• Sobre a Série •
Machina Anima é o primeiro
volume de uma de uma trilogia. O segundo volume já está concluído e logo será
publicado.
• Sorteio •
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no ar até o dia 25 de Fevereiro e o
ganhador será divulgado no dia seguinte. Lembrando que o mesmo tem até 48 horas
para responder o contato de solicitação de endereço, se não, realizaremos um
novo sorteio. Além disso, vale salientar que o envio do prêmio pode demorar até
40 dias.
Beijos e Boa Sorte!


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25 Comentários

  • Palavras e Notas
    25 fevereiro, 2017

    Oi, Pah! Eu nunca tinha ouvido falar do autor, desejo sucesso para ele, livros distópicos estão bem em vista no mercado editorial há algum tempo, e eu tkve a oportunidade de ler alguns ótimos que me fizeram apaixonar-me por este gênero, entre eles estão Jogos Vorazes, A Menina Que Tinha dons (está mais para pós-apocalíptico) e O Doador de Memórias. Mesmo você dizendo que o livro já ganha logo de cara o leitor, eu não achei a premissa muito interessante não ;-; Aliás, interessante até que é, mas não fiquei tão curioso quanto à leitura. Porém, ao fim da resenha decidir acrescentar ele na wishlist, espero adquirir em breve meu exemolar ou, quem sabe, ganhar no sorteio aqui :3

    Abs.

  • Larissa Dutra
    24 fevereiro, 2017

    Olá, tudo bem? Não tenho costume de ler livros do gênero ficção, mas fiquei com bastante vontade de ler esse. Adorei sua resenha!

  • Thais soares
    23 fevereiro, 2017

    Não estou acostumada a ler livros de ficção científica, mas depois de ler essa resenha fiquei realmente instigada. E concordo com a Raquel Rodrigues, não é difícil imaginar esse mundo criado pelo autor.

  • luciliu martins
    22 fevereiro, 2017

    tenho uma leve tendência pra gostar desse tipo de livros,alem de achar o personagem interessante da forma que tu descreveu.E sempre legal descobrir autores novos 😉

  • Lara Cardoso
    19 fevereiro, 2017

    Muito interessante, não é meu estilo favorito de livros, mas esse eu fiquei curiosa. Me lembou muito Divergente, que é um bom sinal!

  • Jessica Rabello
    19 fevereiro, 2017

    Confesso antes do comentário da resenha que eu já compraria o livro pela capa (sou dessas) apaixonei! rs
    Agora, sinceramente embora seja uma ficção penso que não estamos tãããão longe assim… Porque com algumas pequenas adaptações percebemos que estamos no mesmo barco do pessoal do livro. rsrs
    Mas enfim, a história me chama muito atenção, principalmente de não vir do cliche que os robos vão matar todo mundo e acabar com o planeta kkkk

  • raquel rodrigues
    17 fevereiro, 2017

    Oii ! Parece ser um livro ótimo, não é um tipo de livro que eu leio muito, nem um dos meus gêneros preferidos, mas confesso que fiquei bastante interessada no livro, realmente não é dificil imaginar esse mundo que o Bruno criou na história, já que cada dia a sociedade esta dando mais valor a tecnologia do que o face a face ! O Frank parece ser um personagem super forte e fiquei super interessada em conhecer a robô Carol.

  • Francisca Elizabete
    17 fevereiro, 2017

    Frank parece ser um personagem forte e destemido, apesar da vida não muito boa para ele!! Gosto de livros neste gênero, científico e policial!! Quero conhecer a história de Frank e a robô Carol!! Fiquei curiosa para saber como termina a trama!!

  • Evellyn Mendonça
    16 fevereiro, 2017

    Oii Pah, gosto muito de distopias e amo ficção, achei interessante a historia ter robôs, então fiquei bastante interessada na leitura.
    Bjs

  • Girlene Viey
    15 fevereiro, 2017

    Quando imagino pós possível terceira guerra mundial, vem em minha cabeça as mesma coisas do livro, um lugar cinzento e devastado. Porém sem androides por ai, só ser acontecer daqui…. a milhares de anos. Enfim, sobre a resenha em sim, foi otima, despertou bastante interesse na obra, porque gosto desse gênero de coração, hahah. Outro fato que gostei bastante foi que os robôs não necessitante são ruins, como você comentou. E as personagens Frank e de Carol são corajosa. E invés de colocar a mulher sempre como indefesa pela historias por ai

  • Priscila Silva
    15 fevereiro, 2017

    Uau!
    Tinha visto algumas coisas a respeito do Machina Anima, mas não tinha parado pra ler uma resenha sobre o mesmo.

    Não é o meu tipo preferido de leitura, mas achei interessante.
    Ótimo para intercalar com meus dramas/romances, as vezes é bom dar uma "quebrada" nas coisas.

    Tomara que não demorem a lançar as sequências (:

  • Luciana Lacerda
    14 fevereiro, 2017

    Oii Paola,
    Gostei muito da resenha e confesso que desde criança sempre gostei muito de robôs, androides e esses cenários futurísticos, sendo assim é inevitável não me interessar por essa história kkk só fiquei um pouco decepcionada por saber que a escrita do autor é um pouco superficial, gosto muito de detalhes…
    Um forte abraço.

  • Sueli Cobbos
    14 fevereiro, 2017

    Não gosto muito de ficção, mas tem alguma coisa nesse livro que me chamou a atenção. Quem ele conheceu que vai fazer a diferença na história? Quero ler e descobrir o que há de novo no desenrolar da trama.

  • Patricia FQ
    14 fevereiro, 2017

    Me lembrou Reboot. O seu "quase me fez odiar o livro" , me preocupou mas, adoro ficção e o tema é muito bom. Revolução das máquinas sempre dá curiosidade.

  • RUDYNALVA
    14 fevereiro, 2017

    Pah!
    Como gosto demais de ficção pós apocalíptica e ainda mais com robôs inteligentes (me lembrou Eu, robô), tem muita aventura e ainda um protagonista alcoólatra que se junta a um robô para tentar desmascarar e derrubar a grande corporação, fiquei instigada e bem curiosa para poder ler esse livro, apesar de suas ressalvas quanto a escrita.
    Participo e mais tarde sairá divulgação no blog.
    Rudynalva Correia Soares
    rudynalva@yahoo.com.br
    Desejo uma semana repleta de realizações!
    “A dor é dona da sabedoria e o saber amargo. Aqueles que mais sabem, mais profundamente sofrem com a verdade fatal.” (Lord Byron)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de FEVEREIRO, livros + KIT DE MATERIAL ESCOLAR e 3 ganhadores, participem!

  • Lana Silva
    14 fevereiro, 2017

    A maioria dos meus livros são voltados para romance, porém quando um livro com um gênero me chama a atenção como esse, confesso não me importa com esses detalhes, até porque adoro histórias bem elaboradas como essa. Amei o fato do cenário se parecer com o de divergente, apesar de não ter lido o livro, o filme me chamou muito a atenção. Imagino que a reflexão abordada na trama do livro entre robôs e seres humanos e algo bem criativo e envolvente, quero muito adquirir essa obra.

  • Lili Aragão
    14 fevereiro, 2017

    Leio muito poucos livros que são só de ficção e por isso acho que o fato do livro não ter explicações mais elaboradas e diálogos mais intensos, talvez não me incomodasse tanto, contudo aqueles que estão acostumados com esse tipo de leitura podem sentir dificuldade. Ainda assim, como o escritor está começando, acho que é um belo inicio de carreira, a história é criativa e me lembrou um pouco o filme "Eu, Robô". Só fiquei um pouco confusa com o final, é um livro de continuação? Ótima resenha 😉

    • Paola Aleksandra
      Paola Aleksandra
      15 fevereiro, 2017

      Oi, Lili! Tudo bem? Tem continuação sim! Por isso o final é meio abrupto 😉

      beijos

  • Anna Mendes
    14 fevereiro, 2017

    Oi Paola! Adorei a resenha!
    Não costumo ler livros de ficção científica, porque é um gênero que não chama muito a minha atenção. Contudo, gostei da premissa deste livro. Adoro histórias emocionantes e com ação e acho que esse livro traz esses elementos.
    Se eu tiver a oportunidade, apostarei na leitura 🙂
    Bjos!

  • Leticia Golz
    14 fevereiro, 2017

    Oi, Pah
    Gosto de livros que, dependendo do gênero, deixam o romance um pouco de lado. Gosto de uma aventura policial e um cenário distópico, mas sempre prefiro narrativas menos superficiais. Mesmo assim acho que daria uma chance. Gostei de conhecer o livro.

  • Thaynara ribeiro
    14 fevereiro, 2017

    Não estou acostumada a ler histórias que não tenham nada de romance… Gostei de Divergente e acho que pode ser um bom livro para mudar um pouco minhas leituras comuns… Robôs com certeza serão uma novidade

  • Fernanda Vieira
    13 fevereiro, 2017

    Adorei a resenha!Confesso que não sou muito fã de ler ficção, mas me deixou com muita vontade de ler.

  • Caroline Garcia
    13 fevereiro, 2017

    Achei bem interessante a premissa da obra.
    Esse gênero literário não costuma estar presente na minhas leituras, mas confesso que achei bem curioso a história num todo.
    Acho bacana quando retratam um "certo" futuro pra humanidade.
    Acredito que é uma boa pedida pra quem curto histórias do gênero.
    Beijos,
    Caroline Garcia

  • Unknown
    13 fevereiro, 2017

    Pera. Me perdi. É para comentar sobre a resenha do livro que tá sendo sorteado?