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Será que um soldado inglês é capaz de conquistar o coração da Escócia? Canhões, tiros, cavalarias, armas. O Major Gabriel Forrester adora um combate e não foi à toa que recebeu o título de “Fera de Buçaco” depois de ganhar uma batalha em Portugal. Sem saber se estará vivo no dia seguinte, nunca se importou com nada além de proteger seus aliados e a si mesmo… Até que a notícia inesperada de se tornar o Duque de Lattimer e dono de uma imensa propriedade nas Highlands escocesas muda tudo o que ele achava já estar traçado para seu futuro. Em sua nova posição, a luta de Gabriel será conquistar a confiança de uma vila de escoceses nem um pouco amistosos, que não estão nada satisfeitos com o fato de ter como duque um antigo soldado inglês. Como se não bastasse, as terras ainda são administradas por uma mulher de língua afiada e corpo perfeito, que parece ser tanto sua salvação quanto sua ruína – e ele está disposto a descobrir em qual das duas categorias ela se encaixa. Com a ameaça de uma maldição nas terras em que nenhum inglês é bem-vindo, o novo duque encontra mais obstáculos do que imaginava. De todas as guerras que já lutou, essa aparenta ser a mais difícil. Afinal, é fácil eliminar inimigos; mas o que fazer quando o objetivo é fazer deles seus aliados?
Romance de Época  Editora Gutenberg • 272 Páginas • Classificação: 5/5
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Tão feliz em falar desse livro por aqui! Conheço o trabalho da Suzanne Enoch desde quando comecei o Livros e Fuxicos. Naquela época lia muitos romances de banca, e foi através de um deles que conheci essa autora tão talentosa e cativante. Desde o começo sabia que iria me apaixonar por Herói nas Highlanders e, dito e feito, acabei a leitura com um sorriso bobo no rosto e a sensação de mais uma história para chamar de queridinha do peito. Preparem-se para se apaixonar!


Gabriel é um oficial do exército britânico reconhecido – e temido – por seus inúmeros feitos no campo de batalha. Ele é um exímio estrategista e ama estar ao lado de seus companheiros, lutando contra o inimigo e protegendo os mais necessitados; até o momento guerrear era tudo o que ele sabia fazer e, principalmente, tudo o que imaginava para o futuro. Entretanto, Gabriel foi surpreendido ao descobrir herdeiro exclusivo do falecido Duque de Lattimer. Agora ele é rico, nobre e dono de dezenas de propriedades espalhadas pela Europa. Ciente de que precisa colocar sua vida nos trilhos, vulgo deixar todos os seus novos negócios engatilhados, para retomar ao seu pelotão, Gabriel decide verificar as propriedades herdadas com o título o que o leva diretamente para a boca de um leão: uma casa tomada por um clã – de escoceses teimosos e obstinados – decidido a tomar posse da propriedade e não aceitar o comando de nenhum lorde inglês enfadonho e egoísta. Lá, além de uma baita resistência, Gabriel encontrará Fiona, escocesa que conhece a propriedade, e os moradores dela, como a palma da própria mão. Há alguns anos ela é a única responsável pelo sustendo dessas pessoas, por isso será a primeira a declarar guerra contra Gabriel. Em um embate de forças e interesses, Gabriel e Fiona engatarão uma relação de ódio, preconceito, raiva e – surpreendentemente – desejo. E é a partir da sedução que o casal descobrirá o quanto as aparências podem enganar e esconder nobres corações.
Duas coisas bem legais sobre esse livro: a surpresa de ser o mocinho, nobre e inglês, em solo escocês e não o contrário (já que geralmente – nos romances de época que leio, pelo menos – os protagonistas são escoceses seduzindo jovens damas da sociedade inglesa); e a narrativa que é tão simplória que, muitas vezes, esquecemos que estamos lendo um romance de época (a autora não usa um texto formal ou cheio de palavras rebuscadas, e isso faz com que o livro seja perfeito para aqueles que querem conhecer esse gênero literário). Só por esses dois aspectos já conseguiria descrever a obra como: inusitada e extremamente fácil e gostosa de ler.
Mas o que me fez amar esse livro são seus protagonistas. Gabriel e Fiona possuem personalidades extremamente cativantes. Ele traz nos ombros o peso de anos em meio à guerra: não possui traquejos sociais, é extremamente direto, avaliador e desconfiado, e tem uma dificuldade danada em expressar seus sentimentos. O Duque incita no leitor reflexões sobre família (quando trabalhamos tanto em nome do bem-estar dos nossos familiares que esquecemos da necessidade de carinho ao invés do dinheiro), das marcas que a guerra deixa em seus soldados, e em como às vezes precisamos levar um baque da vida para refletir sobre o que realmente queremos do futuro. Já Fiona é o tipo de personagem que conquista com sua força e poder; ela não deixa que nenhum homem dite suas ações e, mais de uma vez, mostra que vale mais que mil guerreiros reunidos – e não para subestimar o papel masculino, mas para provar o quão tolas eram as regras sociais que ditavam o que uma mulher podia ou não fazer naquela época. Fiona salva moinhos, resgata vacas, gere uma residência – do financeiro até os reparos diários – inteira, é responsável pelo emprego de dezenas de pessoas, e tudo isso enquanto os homens de sua família – ou os líderes do seu clã por dinheiro – não fazem nada para ajudá-la. Achei que tanto Gabriel quanto Fiona ensinam muito para o leitor sobre força e responsabilidade, assim como viram um casal incrível quando descobrem que querem a mesma coisa: salvar a propriedade na qual vivem.
O romance é divertido e bem sensual, os protagonistas vivem trocando farpas mas no fundo morrem de desejo um pelo outro, e a história traz bastante da cultura e dos costumes dos antigos clãs escoceses – algo que eu adorei! No geral é um livro bem escrito, fácil de ler, envolvente e bem-humorado, apimentado sem ser apelativo, e romântico o suficiente para aquecer o coração do leitor. O que fica é a sensação de que Gabriel e Fiona foram feitos um para o outro e que juntos, mesmo vivenciando dificuldades reais e inesperadas, foram capazes de construir um lar.
Adorei! Super indico para os fãs do gênero e de histórias rápidas e cativantes.



Herói das Highlands é o primeiro volume da série Highlands. Os livros narram histórias de casais diferentes. Portanto, cada volume apresenta uma narrativa com início, meio, e fim, mas ainda assim é interessante lê-los em ordem. No Brasil, até o momento, apenas o primeiro volume foi publicado.


Beijos,




Comentários via Facebook

5 comentários:

  1. Oi, Pah
    Já gostei por esses diferenciais, do mocinho inglês e da narrativa menos formal.
    E adoro essas farpas no romance também.
    Com certeza também iria gostar dos protagonistas. Claro que quero muito ler.

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  2. Não conheço essa autora, e estou precisando ler um romance de época, mas o Príncipe e o Corvo estão na frente da fila...

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  3. Pah, adorei a resenha! Não resisto a uma romance de época e além do mais com 5 estrelas para ele. Vou ler com toda certeza. Super Beijo

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  4. Pah!
    É verdade, geralmente é o mocinho escocês em terras inglesas, aqui é o contrário.
    Quer dizer que a autora não usa linguagem formal... nossa, difícil em romance de época, não é mesmo?
    E fiquei ainda mais curiosa pela leitura por ver que Gabriel e Fiona tem personalidades cativantes e que nos prende durante toda leitura.
    “O primeiro passo para a cura é saber qual é a doença.” (Provérbio Latino)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE SETEMBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  5. Infelizmente não gosto de romance de época. Mas essa capa é linda!

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