março 02, 2018

EU VI: FILMES E SÉRIES DE FEVEREIRO


Oi, galera! Tudo bem? Desde que terminei meu livro voltei a
ter tempo para tudo o que amo: passear, ouvir música, ler e assistir bons
filmes ou séries de TV. Contudo, escrever me deixou de ressaca literária
(ultimamente está bem difícil encontrar livros que me prendam logo de início),
então voltei meu tempo livre para a Netflix

Tenho assistido muita coisa bacana, por isso, resolvi criar
um espaço aqui no LeF para compartilhar as séries e filmes que viraram minhas
queridinhas – ou não – no último mês. Espero que gostem!

Então vamos conferir o que assisti em fevereiro?

Anne
With na E (Anne de Green Gables)

Já tinha começado a série ano passado, quando fiz a leitura
do livro (falo mais dele aqui!). Mas
com a correria da rotina de escrita precisei pausá-la – o que foi uma pena,
porque a trama é maravilhosa.

A adaptação narra à história da pequena Anne. A jovem órfã
já viveu em algumas casas adotivas, como babá ou auxiliar de serviços gerais,
mas nunca teve um lar para chamar de seu. E agora, depois de anos de espera, o
sonho virou realidade! Ela é adotada por engano por dois irmãos que procuram um
jovem menino para ajudá-los nas tarefas da fazenda. Porém, quando Anne aparece –
sardenta e faladeira – eles se apaixonam por seu espírito alegre e bondoso.

Apesar de a protagonista ser divertida e contagiante, a
trama traz temas importantes e mega emocionantes: adoção, preconceito,
disparidade social e lares adotivos que maltratam e abusam de nossas crianças.

A primeira temporada conta com sete episódios. Vi todos praticamente
sem pausa, de tanto que me apaixonei por essa garotinha e por sua história de
superação. A série, e a própria Anne, lidam com o velho “se a vida te der limões,
faça uma limonada”. Então é impossível não assistir esses episódios e aprender
com Anne a dar valor às pequenas coisas da vida.

Recomendo demais! E não vejo a hora da segunda temporada ser
lançada (parece que será ainda no primeiro semestre desse ano).

Perfeita
para Você

Fiquei apaixonada pelo trailer desse filme assim que o vi! A
trama narra à história de um casal que está junto desde os seis anos de idade e
que, quando estão prestes a dar o próximo passo como casar e ter um filho, descobrem
que o câncer poderá roubar todos os seus sonhos.

Apavorada, Abbie decide preparar o futuro do noivo, cadastrando
Sam (sem ele saber!) em aplicativos de namoro na intenção de encontrar a mulher
perfeita para ele.

De cara achei premissa emocionante, real e um pouco clichê. Mas
logo na primeira cena percebi que a história iria muito além. Ri, chorei e ri
mais um pouco. Trata-se de um filme cruel, como o câncer é, que mostra o amor
sofrendo diante da ideia do luto.

Adorei o filme, mesmo. Mas é importante dizer que ele é
extremamente triste; do tipo que quando acaba deixa a sala em silêncio. Fiquei
pensando um bom tempo na trama, nas verdades que ela narra com simplicidade, e
nos altos e baixos da vida. Mais uma vez, eis uma história para nos fazer dar
valor em cada pequena benção que recebemos.

A
Duquesa

Cara, quando terminei de ver esse filme eu queria MATAR
vocês! Faz um tempo que gravei um vídeo (aqui)
sobre filmes para quem gosta de romances históricos ou de época e, nos
comentários, muitos leitores me indicaram A Duquesa. Como fã desse universo,
aproveitei o tempo livre para assisti-lo e, obviamente, chorei mais do que
deveria. Claro que o filme não foi feito para emocionar, mas o fato é que ele é
tão dolorosamente cruel que acabei em prantos.

A trama narra à história da jovem Georgina em meio ao século
XVIII. Lady de boa família, ela atrai interesse do Duque de Devonshire e,
depois de dois encontros e um bom acordo familiar, vira a nova Duquesa. A
posição é repleta de vantagens: casas incríveis, viagens especiais, dinheiro e
roupas maravilhosas, e a oportunidade de fazer a diferença. A Duquesa participa
de jantares políticos e das mais badaladas recepções londrinas e, em todos os
eventos da temporada, é notada e paparicada. Contudo, a popularidade não supre
o sonho de viver um casamento com o amor. O Duque é frio e distante e a vê
apenas como instrumento para gerar um herdeiro. Assim, acompanhamos a jovem enfrentando
as imposições do título e de uma sociedade extremamente rígida com as mulheres.

O cenário, as vestes e a fotografia do filme são incríveis.
Mas, para quem ama romances de época é triste ver que a realidade dos
casamentos da nobreza era fria, triste e cruel – ou seja, totalmente diferente
do que lemos nas obras desse gênero. Chorei com as decepções de Georgina e
torci até o último minuto para que ela construísse seu próprio final feliz.

Além disso, para quem havia acabado de escrever a história
da filha de um Duque, o filme me fez relembrar o motivo pelo qual amo tanto os
romances de época. Eles romantizam e camuflam uma época em que a mulher não era
nada, diante da posição dos homens e de suas regras tolas, e enchem nosso
coração de esperança com finais previsíveis, dóceis e alegres.

Mas o filme é ótimo, viu? Ele só é triste e verdadeiro. E
sobre isso, é bacana dizer que ele é baseado em fatos reais.

Alias
Grace (Vulgo Grace)

CARACA, que série mais instigante e surpreendente! Na onda
de assistir tramas históricas, resolvi dar uma chance para Alias Grace. 

A minissérie, com seis episódios, é uma adaptação do livro
Vulgo Grace, da mesma autora de O Conto da Aia. E o mais bacana é que o livro é
baseado em uma história real: na vida de uma das mulheres mais jovens a ser
condenada a pena perpétua.  

No começo do século dezenove, Grace imigrou com a família
para o Canadá. Na viagem ela perdeu a mãe e, muito nova, precisou lidar com os
abusos do pai alcoólatra e o trabalho de cuidar dos irmãos mais novos. Quando
atinge idade para trabalhar, ela vai servir em uma casa que mudará
completamente sua vida. E, anos depois, será acusada de matar cruelmente seus
patrões.  

A trama traz um médico psiquiatra sendo contratado para
emitir um dossiê que comprove o fato de que Grace não é culpada pelos
assassinatos. Assim, cada episódio ela e o médico se encontram – um fazendo
perguntas e o outro narrando com atenção cada pequeno detalhe da sua vida que a
levou até a fatídica noite do assassinato. Ou seja, tudo o que temos é o relato
da acusada, e através de uma narrativa que nos deixa completamente confusos,
ansiosos e curiosos.

O que mais gostei é do fato da Grace simbolizar o papel
feminino da época, ainda mais para mulheres de classes inferiores. Como
servente, ela sofre inúmeros tipo de abuso. E, como mulher jovem e bonita,
sofre ainda mais. Sendo ela culpada ou não, aprendemos e sofremos com o relato
de uma sociedade que banaliza o corpo, os sonhos e a voz da mulher. Mas, ao
mesmo tempo, vibramos com a força de uma mulher que ousou enfrentar, e talvez
enganar, o sistema .

Apesar de o final ser meio aberto, amei demais a trama. Fiquei
louca para ler algo da autora (Margaret Atwood) e, mais uma vez, aprendi a dar
valor ao fato de que hoje – por causa de mulheres como Grace – tenho direitos
que antes eram exclusivos dos homens.

Gilmore
Girls

Eu e o Manu costumamos escolher uma série para ver juntos.
Fizemos isso até finalizar Grey’s Anatomy e Friends, e agora recomeçamos o
ciclo com Gilmore Girls – que, sim, eu ainda não havia assistido. Ano passado nós
chegamos a ver alguns dos primeiros episódios, mas sei lá por qual motivo, deixamos
a série de lado. Mas agora já estamos na segunda temporada!

Para quem não sabe, Gilmore Girls narra a história das
mulheres Gilmore. Em uma cidadezinha do interior, acompanhamos três gerações
dessa família lidando com seus erros, acertos e anseios. São episódios
divertidos e familiares, que falam sobre amor, perdão e amadurecimento.

Além de a trama ser divertida e envolvente, ela traz
infinitas citações literárias e enlaces amorosos que sempre surpreendem o
leitor. É do tipo divertido e levemente reflexivo, sabe? Uma história de gente
como a gente
Vamos ver se logo eu e o Manu terminamos a segunda temporada
e começamos a terceira.

50 Tons
de Liberdade (Cinema)

Último filme da trilogia 50 Tons e, sem dúvida, um dos meus
preferidos da franquia. A trama está mais dinâmica, misteriosa (sim, tem muito
suspense por aqui, viu?!) e romântica.

Aqui temos casamento, lua de mel, conflitos típicos do
casamento e tentativas de assassinato. Além de tudo isso, Anastasia dá um show
do começo ao fim. Senti, assim como no livro, que a personagem amadureceu e se encontrou.
Dona de sim, ela toma decisões loucas, impulsivas, dignas de respeito e,
principalmente, só delas. É bacana
assistir uma trama que mostra uma mulher que erra, mas aprende, luta e segue em
frente.

A primeira metade do filme é bem sensual e apimentada. Já do
meio para o final, o clima de tensão foca nas ameaças sofridas pelo casal.
Adorei como as coisas acontecem em um ritmo bacana, mantendo nossa curiosidade,
e como o final é exatamente como gostaria que fosse.

Fiquem até a cena bônus, viu? E apreciem as músicas, os
cenários e as roupas incríveis da Anastasia!




E aí, vi muita coisa boa, não é mesmo? Já assistiram alguma
dessas? Gostaram?

Se tiverem alguma dica bacana de série ou filme no Netflix,
por favor, deixem nos comentários. Eu vou amar!

Beijos

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10 Comentários

  • jady santos
    14 março, 2018

    AnnE é perfeito <3
    Você assiste e quando termina dá uma saudade tremenda, impossivel não amar aquela menina. Estou louca pra ler o livro, mas queria que tivessem todos traduzidos aqui no Brasil, espero que agora as editoras tragam os outros livros.

  • Leticia Golz
    07 março, 2018

    Pah, amei tanto Anne With na E, ela é demais!
    Ainda quero ver Alias Grace, mas tá faltando é tempo para fazer tudo que eu quero rs. Adorei saber que é bom!
    Lembro que comentei do filme A duquesa naquele vídeo, mas até hoje não assisti. Você assistiu na Netflix?

    • Paola Aleksandra
      07 março, 2018

      Oi, Le! Sim, vi ele na Netflix. É demais, só triste. Se assistir, depois me diz o que achou 🙂

      Beijos

  • Anônimo
    06 março, 2018

    Assista "THIS IS US", lindo, sensível, real, cruel, fantástico!!! Você vai amar, tenho certeza..

  • Anônimo
    04 março, 2018

    Paola você viu a próxima novela da Globo, orgulho e paixão? Será inspirada em orgulho e preconceito, com direito a Darcy e ElisabetA! Estou pirando, comente sobre isto, por favoooor..

  • Carina Maforte
    03 março, 2018

    Paaaah eu amei demais essa novo post. Faz a gente se senti mais pertos de você, eu amooo grace ia falar para você assistir a esqueci, ASSISTE SCORPION, não sei se é o seu tipo, Mas gosto tantoooo, beijos saudades ❤

  • Nabia
    02 março, 2018

    "Alias Grace" foi a série que mais me intrigou e mais me deixou confusa em toda a vida, amei e também super recomendo kkk Aaaa minhas Queridinhas Gilmore, se quiser mais alguém para cv sobre a serie é só chamar! É o tipo de série gostosinha que serve pra ser assistida em qualquer momento, foi duro me despedir delas com aquele final de "Um ano para recordar"…Bjs, Pah!

    • Paola Aleksandra
      03 março, 2018

      Né? A série também me deixou LOUQUINHA!! Vou chamar sim, espera só eu terminar hahahaha
      Beijos lindona