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junho 28, 2019

[Resenha] A garota que bebeu a lua – Kelly Barnhill

“Uma fábula sobre aceitação, amor, amadurecimento e o poder da memória. Da autora de O Filho da Feiticeira, considerado o Livro do Ano pelo Washington Post. Todo ano o povo do Protetorado deixa um bebê como oferenda para a Bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade protegida pelos muros e pela Torre das Irmãs da Guarda. Mas, Xan, a Bruxa na floresta, ao contrário do que eles acreditam, é bondosa. Ela vive em paz com um Monstro do Pântano muito inteligente e um Dragão Perfeitamente Minúsculo. Todo ano ela resgata o bebê deixado pelos Anciãos e o leva em segurança para uma família adotiva em uma das Cidades Livres do outro lado da floresta. Durante a longa viagem, quando a comida acaba, Xan alimenta os bebês com luz estelar. Em uma dessas ocasiões ela acidentalmente oferece a um deles a luz do luar, dotando a menininha de uma magia extraordinária. A bruxa então decide criar a menina “embruxada”, a quem chama de Luna. Conforme o aniversário de treze anos da menina se aproxima, sua magia começa a aflorar – e pode colocar em perigo a própria Luna e todos à sua volta.”

Editora: Galera Record l 308 Páginas l Jovem Adulto l Compre aqui: Amazon l Resenha: @mayeosvicios l Classificação: 4/5

Um conto de fadas infantil e moderno, que traz de forma poética belas mensagens de amizade, amor, superação e aceitação. “A Garota que Bebeu a Lua” é uma história linda e mágica que encanta o leitor.

Aqui conhecemos uma vila chamada Protetorado e comandada pelas Irmãs da Guarda e Anciãos, ali os moradores a cada ano deixam a criança mais nova da vila na floresta como uma oferenda para que a bruxa que vive na floresta venha e leve a criança consigo. Eles acreditam que desta forma estão protegendo a vila dos males que esta bruxa pode causar, e esta tradição vem acontecendo há muitos anos.

Entretanto Xan, a bruxa da floresta, é uma bruxa do bem que vive pacificamente com seus dois amigos, um monstro do pântano e um dragão no meio da floresta. A cada ano que os habitantes do Protetorado deixam uma criança na floresta, ela vai ao encontro dela, a alimenta com luz estelar, concedendo a criança um ar mágico e diferente, e por fim a leva para ser adotada em uma das Cidades Livres do outro lado da floresta., por casais que não conseguem ter filhos.

Uma das crianças deixadas na floresta é Luna, e quando está alimentando o bebê sem querer Xan concede a menina poderes especiais e extraordinários, então ela decide criar a menina na floresta, pois os humanos das Cidades Livres não saberiam como criar uma menina tão especial e “embruxada”. Com o passar dos anos a menina torna-se mais e mais poderosa, ao mesmo tempo em que os poderes de Xan vão diminuindo, e sem saber como controlar os poderes que estão aflorando quando aproxima-se do aniversário de 13 anos de Luna, ela pode colocar todos a sua volta em perigo.

Xan criou Luna se forma protetora, e sem saber de todos os poderes que tem dentro de si, ao mesmo tempo que continuou salvando as crianças abandonadas na floresta, e agora que os poderes dela estão ficando fora do controle Xan precisa ensiná-la ter controle e a continuar seu trabalho de ajudar as crianças da floresta quando Xan não estiver mais com ela.

Do outro lado na cidade de Protetorado, temos um pai e uma mãe que não querem abrir mão do seu bebe, e tentarão de todas as formas quebrar esta corrente, nem que para isso tenham que caçar a tal bruxa com as próprias mãos.

E é aí que a história começa a crescer, as personagens evoluem, vão em busca dos seus objetivos e acabam descobrindo que por trás de tudo isso existe uma história encoberta de tristeza, uma tristeza tão profunda que prende toda uma cidade em meio a névoa da depressão. E então a história começa a nos ensinar, com passagens que nos tocam e emocionam.

A Garota que Bebeu a Lua é um conto de fadas moderno, voltado ao público infantil, mas que ensina a nós adultos também, sobre o amor, o carinho, a amizade, a nunca desistir e que por pior que as coisas pareçam, sempre temos uma saída, uma luz no fim do túnel… Uma obra encantadora e que vale a pena ser lida por todas as idades.

Beijos!

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