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outubro 01, 2021

COMO A PANDEMIA AFETOU UM MUNDO DA LITERATURA

Não é de hoje que se gera uma grande discussão em volta de como a pandemia afetou a literatura no Brasil (e no mundo inteiro). Todos os números dessa categoria mudaram e os hábitos dos leitores também. Além disso, as editoras, empresas e livrarias tiveram que se reinventar para se manter em meio ao caos.

O primeiro ponto a ser conversado é que, de fato, o brasileiro está lendo mais e na pandemia isso cresceu de maneira significativa. Marcos Veiga, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) contou em uma entrevista (Fonte) o quanto as pessoas descobriram o prazer da leitura neste momento tão difícil.

“Desde julho do ano passado, as vendas têm crescido e continuaram crescendo este ano, o que, para mim, evidencia uma reconexão com o livro e com a leitura. É como se as pessoas descobrissem o prazer de ler, porque estão mais em casa, porque têm mais tempo. E ao redescobrir o prazer de ler, elas redescobrem o hábito da leitura; colocam o livro no seu hábito diário. Isso faz com que as pessoas leiam mais. Estão consumindo mais livros. Isso é super positivo.”

Porém, apesar dos números terem decolado, principalmente nas vendas, é importante analisar a forma como eles vieram. Sim, os brasileiros estão mais imersos na leitura, mas não significa que são novos leitores ou pessoas que estão iniciando neste setor. As pesquisas do Instituto Pró-Livro apontam que o único público crescente nos últimos anos foram crianças de 5 a 10 anos.

Todas as outras faixas etárias leram menos, mas as pessoas que continuaram com o hábito, leram mais. Essa foi a grande sacada! Os leitores se tornaram ainda mais vorazes. A galera entre 11 e 13 anos vem se dedicando bastante nessa porcentagem e eles vêm se tornando um dos públicos mais dedicados à literatura. A prova é que os lançamentos infanto-juvenis e as apostas em adaptações do gênero só cresceram.

Por outro lado, nas livrarias, o cenário não está tão bom assim! E isso acaba impactando as manias e hábitos das pessoas que se interessavam em comprar livros. As lojas físicas proporcionam experiências únicas como, manuseio dos produtos, encontro com autores em sessões de autógrafos, fazer amizades presenciais nas filas e conversar com vendedores, livreiros e outros profissionais. 

Ou seja, isso resultou no fechamento de muitas delas e na falência de outras, para a nossa tristeza. Algumas não tiveram como manter seus espaços, pagar seus funcionários e arcar com diversos gastos. Outras ficaram até devendo dívidas altíssimas e muito difíceis de pagar.

O presidente da Snel também falou sobre esse quesito e sobre o que pode ser feito quando todos começarem a sair de forma mais livre e despreocupada. Ele fala sobre a criação de novos eventos como uma maneira de conectar mais pontas deste universo tão grande da literatura (Fonte).

“…porque é sempre uma experiência muito bacana ter seu livro autografado e tirar foto com o escritor. Acho que essa é nossa responsabilidade. Acho que temos que aproveitar a crise e criar um mercado mais robusto, reconquistar um pouco o que a gente perdeu de 2015 para cá.”

 

INFORMAÇÕES EXTRAS

A Editora Verus fez um post há um tempo fornecendo vários dados de como está a literatura na pandemia (Fonte). Então, vamos deixá-los aqui para que vocês possam ter uma noção melhor de como está o panorama:

  • “35% das pessoas ao redor do mundo disseram que leram mais em 2020. No Brasil, foram 41% dessas pessoas.”
  • “Em 2020, foram vendidos 4,9 milhões de livros no Brasil. Um aumento de 7,6%.”
  • “Romance foi o gênero mais lido no mundo, representando 1/3 de todos os livros de ficção vendidos.”
  • “Os milenials (público mais jovem) leram 40% a mais de livros em 2020 do que outras gerações.”
  • “O consumo de livros digitais cresceu 80%. De março a maio, houve um aumento de 154% no consumo de ebooks de não ficção e, de junho a agosto, 227% de aumento das vendas de histórias infantis e juvenis.”

 

Como foi citado no último tópico, a venda de ebooks cresceu de forma ensandecida e isso implicou em várias promoções na Amazon, plataforma que é pioneira em comercializar esse formato aqui no Brasil. Isso porque as pessoas queriam continuar lendo, mas de uma forma mais barata já que a pandemia não foi nada benéfica para o lado econômico dos brasileiros.

Em resumo, mesmo aumentando suas vendas ou tendo prejuízos em outros setores (como as livrarias), o mercado teve que se reinventar. Até mesmo para não cair na mesmice e saturar os leitores. Sem contar com o assunto da taxação que veio à tona com toda força e nos deixou ainda mais preocupados com toda a situação.

Então é isso, pessoal! Espero que tenham gostado do apanhado geral que fizemos aqui sobre a literatura na pandemia. Livros são importantes, nos dão asas para a imaginação e nos ajudam a continuar sonhando. Nunca deixem que eles caiam em esquecimento ou precariedade. 

Se vocês conhecem outros dados ou fatos que foram relevantes para o mercado literário nesse cenário, comenta aí embaixo para que todos fiquem sabendo também!

Beijos!

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