[Resenha] O que realmente aconteceu no Peru - Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan

A vida do feiticeiro Magnus Bane é um dos maiores mistérios de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais. Quem acompanha a saga dos Caçadores de Sombras, que chega aos cinemas em super produção da Sony, já caiu pelos encantos do imortal, que agora ganha sua própria série. Em As Crônicas de Bane, Cassandra Clare se une a Maureen Johnson e Sarah Rees Brennan para revelar, em dez histórias, o mistério de seu passado — ainda mais nebuloso que seu presente.
Sobrenatural; Jovem Adulto|| 33 Páginas || Galera Record || Skoob || Compre: Kobo Books ou Amazon|| Classificação: 3/5
O que realmente Aconteceu no Peru é o primeiro volume da série As Crônicas de Bane, que contará com dez contos. Tais mini livros serão lançados em formato digital, um a cada mês até completarem dez, e no final, provavelmente em 2014, serão agrupados e lançados em formato de livro físico. Nos EUA os quatro primeiros contos da saga já foram publicados, enquanto por aqui, o primeiro foi lançado mês passado e o segundo, intitulado A Rainha Fugitiva, já está à venda na Amazon (aqui).

Quem conhece o mundo de Os Instrumentos Mortais e de As Peças Infernais sabe o quanto o personagem Magnus Bane é misterioso (isso sem citar seu bom humor, seu carisma nato e seu gosto peculiar para roupas). Sendo Bane um poderoso feiticeiro, ele obviamente já viveu muitos anos e, mesmo que a contragosto, sempre esteve presente na vida dos Caçadores de Sombras. Porém, por mais que sua participação seja ativa em ambas as histórias, pouco sabemos sobre o passado de Magnus. Sabemos quem foram seus grandes amores, o quanto ele se sacrificou e se machucou por eles, e ainda conhecemos algumas de suas aventuras e o final não muito promissor de boa parte delas, mas mesmo assim queremos mais. Quem é o pai de Magnus? Como ele conheceu Tessa? Qual a grandeza de seu poder? E de onde veio (e até onde vai) o seu fraco por rapazes de cabelos pretos e profundos olhos azuis? Com tantas dúvidas As Crônicas de Bane é tudo o que os fãs da série e do personagem (como eu), pediram aos céus. E mesmo que tais dúvidas não sejam sanadas por meio da leitura dessa série, estes são questionamentos fortes o suficiente para nos fazerem devorar tudo o que a autora escreve, e promete escrever, a respeito do mundo dos caçadores de sombras.
Quem leu o livro Cidadedas Almas Perdidas viu que no decorrer da história a autora cita o primeiro volume da série As Crônicas de Bane, o que sem dúvidas, deixa seus leitores mais que curiosos para lerem tal conto. No meu caso foi instantâneo, quando vi a citação ficou claro que precisava ler essa obra. Criei então altas expectativas, primeiro porque nunca me decepcionei com um livro da Cassandra Clare, segundo porque estamos falando do Magnus oras, e terceiro, porque o personagem que cita sua surpresa com o que realmente aconteceu no Peru com Magnus não é do tipo que se espanta facilmente. Assim, esperava por uma grande revelação, entretanto, infelizmente, não foi isso que tive.
“Claro que não está tudo bem. Sou um menino adolescente. Até onde sei esta é a pior coisa que me aconteceu desde que eu descobri por que Magnus foi banido do Peru.” (Cidade das Almas Perdidas).
A obra narra todas as idas de Magnus ao Peru, e nesse ponto é muito gostoso conhecer mais sobre o passado dele; sobre suas bebedeiras, suas loucuras e claro, sobre suas paixões momentâneas. Além disso, ainda temos a inserção de novos personagens e pequenas reflexões a respeito do que o feiticeiro foi um dia (jovem, delinquente, desordeiro...) e é atualmente. Contudo, no que diz respeito ao grande ápice da trama me senti enganada. A autora nos leva a acreditar em uma coisa, mas nos apresenta outra. Isso não é ruim ao todo, mas decepciona. E eis meu ponto: nunca achei que usaria essa palavra para um texto de autoria da Cassandra.
É óbvio que isso não quer dizer que não gostei do conto, afinal é claro que eu gostei e me diverti muito com ele, porém, o final não me agradou e para que vocês não passem pelo mesmo já alerto, não criem muitas expectativas, ok?
No geral, a leitura foi válida e me fez refletir, ainda mais, sobre o passado do personagem. Já vou garantir meu exemplar do segundo volume da série (é só 4,90$ galera!) e se dessa vez, se a autora não responder pelo menos uma das minhas perguntas vou ficar muito, muito brava! *Risos*. Se você acompanha as outras séries da autora, eis uma leitura obrigatória, caso contrário, vá ler As Peças Infernais e Os Instrumentos Mortais para depois, só depois, ler As Crônicas de Bane.
Para quem leu e gostou de...
Trecho Marcante:
“Não desejava apenas falar sobre sua linhagem, mas sobre o passado, sobre as pessoas que amou...”.
Outras Capas + aqui
 



4 comentários:

  1. Oi, eu só li um livro da Cassandra que foi o primeiro da série Instrumentos Mortais, na época não gostei, mas sempre quis ler os outros para ver se mudava a minha opinião quanto a algumas coisas. Quando vi este fiquei curiosa, mas saber que se trata de um complemento dos outros me desanimou um pouco. Quando eu ler o resto da série e Peças Infernais com certeza vou investir nos contos!

    Abraços, Raquel.
    Viajando com Livros.

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  2. Ainda não li nenhum dos livros de Instrumentos Imortais, mas estou bem curiosa para conhecer a serie (e depois ler um pouco mais sobre Bane, quem sabe?). Principalmente porque no filme Cidade dos ossos terá música da Colbie Caillat, minha cantora favorita! *.*

    tatimunhoz.blogspot.com.br

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  3. Eu adoro os livros Instrumentos Imortais, eu lembro que ia lançar esse conto, mas nem me liguei que já podia ter lançado. Tenho que ler!
    Beijos!

    Camila.
    Loucura de Livros

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  4. Ainda não li a série, então li a resenha muito por cima, mas acho tão legal quando os autores resolvem criar séries paralelas sobre determinados personagens. Beijos, Mi

    www.recantodami.com

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