abril 11, 2017

[Resenha] O Mais Desejado dos Highlanders – Maya Banks

Genevieve McInnis está presa no castelo McHugh, no cativeiro de um líder cruel que tem grande prazer em mantê-la distante de qualquer outro homem. Mas, quando Bowen Montgomery invade os portões em uma missão de guerra, Genevieve redescobre a vontade de viver. A sensualidade robusta de Bowen atiça nela uma sensação profunda que anseia por ser prolongada mediante carícias pacientes e gentis. Algo quente, louco e tentador. Bowen toma conta do castelo de seu inimigo, despreparado para a misteriosa e reclusa mulher que captura seu coração. Ele está encantado com sua determinação feroz, sua beleza incomum e sua força silenciosa e infalível. Contudo, para cortejá-la, será necessário mais do que a habilidade de um sedutor experiente. Ele descobre que amar Genevieve significa devolver a liberdade que lhe foi roubada, mesmo isso que signifique perdê-la para sempre.

Romance de Época| 400 Páginas|  Cortesia
Editora Universo dos Livros| Skoob |
Compare & Compre: Saraiva
SubmarinoAmazon| Classificação 5/5
O Mais
Desejado dos Highlanders
foi um divisor de águas. Antes desse livro
eu admirava a narrativa da Maya Banks, depois dele fiquei completamente apaixonada pelo trabalho da autora. Não é segredo que
amo os romances de época, contudo são os que trazem detalhes a mais – que vão
além do enlace amoroso e incitam reflexões emocionantes e tocantes – que ganham
meu coração. Até agora todos os livros que li da autora contemplam temas
reflexivos (rapto, surdez, abuso emocional, físico e/ou de poder), contudo
nenhum deles chega aos pés da história de Genevieve e Bowen. Aqui, conhecemos
uma mulher maltratada pela vida, uma jovem que teve seus sonhos despedaçados e
que, solitária e desacreditada, perdeu completamente a fé nos homens. Contudo,
como só o amor é capaz de fazer, mergulhamos em uma jornada de perdão, recomeços
e fé – fé nas segundas chances, no amor verdadeiro e, principalmente, na vida.

Bowen foi escolhido, como
representante do irmão, para vingar o rapto de sua cunhada. O clã Montgomery cuida
dos seus, por isso – sob o comando de Bowen – os guerreiros seguem para as
terras McHugh na intenção de matar os culpados pelo atentado contra Eveline, a atenciosa
e amorosa senhora do clã Montgomery. Porém, ao chegarem lá eles encontram uma
terra abandonada, dominada por homens calados, mulheres assustadas e crianças amedrontadas.
O antigo senhor do clã, responsável indiretamente pelo rapto, fugiu e abandonou
seu povo, o que faz com que Bowen e os Montgomery assumam a responsabilidade de
cuidar, e punir na medida certa, essas pessoas. E é lá, em uma terra inimiga
marcada pelos erros de seu senhor, que Bowen encontra Genevieve, sua perdição. Genevieve
é um mistério: vive aos arredores com uma capa preta escondendo-lhe o rosto, de
um lado tem uma face digna de um anjo e de outro uma cicatriz horrenda que não
representa um milésimo da marca que carrega no coração, vive calada e submissa na
intenção de esconder seu temperamento de guerreira, e mesmo sendo ofendida
constantemente pelo clã McHugh – que adora chama-la de vagabunda e meretriz – clama
a Bowen pela misericórdia do seu povo. A incógnita que Genevieve representa
mexe com os sentimentos de Bowen e, certo de que ela precisa dele, o guerreiro
não medirá esforços para descobrir os mistérios que essa jovem esconde. Mas o
problema é que talvez, bem lá no fundo, Genevieve não queria mais ser salva.
Gostaria de dizer o tema
central desse livro, contudo para evitar spoilers só que digo que a história é
sobre uma jovem que precisa de alguém
que lute por ela – e não como a típica donzela em perigo, mas sim para acender
em seu coração uma fagulha de esperança. Genevieve está tão desolada, tão
magoada e insultada, que nada mais a atinge. A sensação que dá, e que parte o
coração do leitor, é que ela desistiu de viver, desistiu de sonhar com o dia em
que encontraria uma casa para chamar de sua, para chamar de lar. A jovem tem
uma das personalidades mais fortes e intensas que já vi na literatura (isso
quando comparo o livro com outros romances do mesmo gênero literário), portanto
é ainda mais angustiante ver o quanto o mundo – sob o disfarce de lobo na pele
de cordeiro – destruiu a vida dessa garota. A dor que ela carrega é cruel,
palpável, aflitiva e, principalmente, dolorosamente real. Acho que isso que me
dói tanto; é saber que existem muitas jovens por aí como Genevieve, sem
esperança de serem aceitas, ouvidas ou entendidas. Por isso, Bowen assume uma
posição linda e cativante nessa história. Sua relação com Genevieve vai muito
além do romance e do desejo, aqui ele luta por ela, luta por seu passado e por
seus medos, e luta ainda mais por sua felicidade – uma felicidade que nem
sempre o contempla. Achei lindo o envolvimento dos dois e a posição que esse
homem, uma figura tão forte e temida, assume no recomeço dessa jovem. Mas amei
ainda mais a delicadeza da autora ao abordar temas tão complexos e importantes.

Quanto
mais ela poderia aguentar? Seu rosto, seu corpo, sua alma tinham sido roubados
dela. Nada mais era seu. Ela se tornou outra pessoa, Genevieve McInnis morrera,
e em seu lugar uma mulher que Genevieve mal conhecia.

O livro como um todo é sobre
cura, perdão e recomeço. Contudo, é obvio que a autora não deixa de lado outros
aspectos característicos de sua narrativa: grandes batalhas e um clima gostoso
de aventura (com direito a participação ativa de Genevieve); bom-humor; um
romance sensual que cativa e encanta; personagens fortes e inusitados (que
ganham, instantaneamente, o coração do leitor) e intrigas palacianas dignas das
terras altas. Não existe um único aspecto desse livro que me desagradou, muito
pelo contrário, tudo nele me fez suspirar, torcer, vibrar e manter um sorriso
bobo do roso. No final, depois de mergulhar em uma leitura gostosa e interrupta
(porque sim, eu li o livro direto e só parei quando cheguei na última página),
a história de Genevieve e Bowen aqueceu meu coração e entrou para a lista de
romances preferidos da vida.

Não leu nada da autora ainda?
Então corre dar uma chance, sem dúvida ela irá te surpreender. 
• Sobre a Série •
O Mais Desejado dos Highlanders é o segundo volume da trilogia
Montgomery e Armstrong. Os livros narram às aventuras das famílias Montgomery e
Armstrong (dois clãs inimigos)
e cada livro narra a história de amor de um casal diferente.
No Brasil a Editora Universo dos Livros
já publicou os dois primeiros volumes. (Resenha
do primeiro volume aqui
).
Beijos,

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13 Comentários

  • Marlene Conceição
    15 abril, 2017

    Oi Pah.
    Eu também depois desse livro passei a admirar ainda mais o trabalho dessa autora, ela é incrível escrevendo e a forma como ela lidou e criou os personagens foi impressionante, me apaixonei pelo mocinho e sofri junta com nossa mocinha, simplesmente adorei.
    Bjs.

  • Thaynara ribeiro
    15 abril, 2017

    Também sou fã da Maya a um tempo, mas não li nada de época dela ainda. Gostei muito da resenha e imagino como seja para uma mulher viver com esse clã, sempre pressa e até invisivel as vezes. Agora fiquei querendo não só esse mas todos os livros da série

  • Anna Mendes
    13 abril, 2017

    Oi Paola! Adorei a resenha!
    Fiquei encantada com essas capas lindas! (as brasileiras, pelo menos, porque não gostei nem um pouco das originais hehehe)
    Ainda não li nada da autora, mas gostei muito da premissa do livro e das reflexões que a história parece proporcionar. Vou adicionar essa série nas minhas metas de leitura 🙂
    Bjos!

  • Nathallia
    13 abril, 2017

    Oi Paola, estou cada vez mais apaixonada por romances de época, suas resenhas sempre me fazem querer ler mais e mais. Minha lista só esta aumentando, adorei a história desse livro, muito interessante. A única coisa que não gostei foi da capa, não curto capas que mostrem as pessoas reais, gosto mais quando são desenhos, ou pinturas. Mas mesmo assim vou comprar o livro pra ler.Beijos.

  • Lily Viana
    13 abril, 2017

    Olá Pah, amei sua resenha, a historia me pareceu linda, nunca li nada dessa autora mas com certeza irei procura para ler…um belo romance!

  • Leticia Golz
    12 abril, 2017

    Oi, Pah
    Comprei o primeiro livro na Bienal e até hoje não li. Sofrendo com essa resenha pra lá de positiva! Curiosa por esse tema central, mas sabendo que há recomeço e perdão já imagina-se que deve valer mesmo muito a pena.
    Adoro quando esses romances fazem a gente suspirar! Preciso começar a trilogia logo!

  • Theresa Cavalcanti
    12 abril, 2017

    Não conhecia esse livro, mas já fiquei louca para ler! Tem cara de ser ótima.

  • Maria Clara
    12 abril, 2017

    Olá, Pah!!
    Não conhecia a autora, mas pelo visto seus livro são incríveis, pois esse eu amei, e ainda lendo pela sua resenha, que sempre deixa a história mais especificada.
    Que romântico encontrar seu amor no meio de uma correria, amo isso.
    Queria ler antes o primeiro volume, mas…
    Abraço!

  • Joice Amarante
    12 abril, 2017

    Mais um pra lista, leio muitos clássicos, mas adoro ler romances bacanas assim no meio de tudo, senão acabo pirando rsrs, bjo!!
    https://cafeeclassicos.wordpress.com/

  • Marília Leocádio
    12 abril, 2017

    Olá Paola !!!
    Romances de época como a obra da autora merece ser lido, espero então conhecer a trilogia que tanto encanta as pessoas, ainda mais reflexivo, e a forma de como ela descreve as características dos protagonistas.
    Adorei, abraços!!!

  • Katharine Emídio
    11 abril, 2017

    Pah, eu amei muito!! Eu sou apaixonada por essa autora, a sua narrativa é magnífica, envolvente e que me prende do início ao fim. Com toda a certeza irei ler essa série e vou começar já. Sou louca por Romances de Época <3 Super Beijo

  • Rissia Ribeiro
    11 abril, 2017

    Quando você disse romance de época minhas orelhas já ficaram em pé, eu nunca li um romance de época dessa escritora embora eu tenha o primeiro volume comprado em uma promoção. Eu imagino como deve ter sido pro cara invadir um ligar e no meio do processo acabar encontrando o amor verdadeiro, literalmente matou dois coelhos numa cajadada só kkk Eu adorei a resenha e vou correr pra poder ler o primeiro volume e poder pegar esse esse. Minha unica reclamação são essa capas estranhas.

  • RUDYNALVA
    11 abril, 2017

    Pah!
    Ai que vontade de ler mais esse livro da Maya.
    Adoro a forma como ela faz toda ambientação de seus livros, sem contar com os temas: recomeço, cura e perdão.
    Muito curiosa.
    “ O amor é a sabedoria dos loucos e a loucura dos sábios.” (Samuel Johnson)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!