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Bia nunca foi boa em lidar com pessoas. Passou a vida inteira sentindo-se um peso para a irmã que ficou com sua guarda após a morte trágica dos pais. Tornou-se jogadora profissional de LoL, e o que no início era apenas uma fuga, transformou-se em uma saída. A menina ingênua que deixou sua casa, sua cidade para morar em uma gaming house e lutar todas as batalhas possíveis para conquistar seu lugar ao sol, transformou-se com o passar do tempo em uma mulher. Uma mulher que sabe muito bem o que quer. Mas segura de si e agora independente, ela vai construir novos laços de amizades e recuperar aquilo que o tempo e a distância tiraram dela .Nesta jornada de autoconhecimento, dois caras vão bagunçar seu coração: seu primeiro amor e seu melhor amigo. Dividida, ela vai descobrir que o amor não é um jogo. Game over. Ela venceu o jogo. Mas no jogo do amor, quem vencerá?
New Adult Amazon Books • 341 Páginas Classificação: 4,5/5
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Segundo livro da Sheila que leio e, confesso, estou cada vez mais apaixonada pela escrita da autora. Seus romances são leves, envolventes, divertidos e, principalmente, reflexivos. Indo muito além do enlace amoroso, a autora aborda temas importantes como abandono, preconceito, abuso, traição e uma infinidade de assuntos que sempre me fazem refletir. E, sem dúvida, isso é o mais adoro na escrita dela: a oportunidade de abrir os olhos para novas realidades.

Bia está prestes a completar dezoito anos, a trocar de escola (e bem no último ano do ensino médio!), a mudar de casa e, mal sabe ela, a conhecer o amor da sua vida. Desde a morte dos pais, Beatriz vive apenas com a irmã mais velha. A vida financeira das meninas é apertada, por isso, elas precisarão deixar seu lar para trás e dividir um apartamento com outras pessoas. Mudar é algo difícil para Bia, e não porque ela tem medo de abandonar amigos ou conquistas, mas porque ela é extremamente reservada. Fechada em si mesma, ela odeia conhecer pessoas novas, se abrir para desconhecidos e encarar o olhar de piedade quando descobrem que ela é órfã. Por isso, Bia está confortável na vida que leva: não tem amigos, não tem longas conversas, saídas ou até mesmo paqueras. Tudo o que ela tem é o LOL. No mundo virtual ela tem amigos e vitórias, lá ela é uma guerreira que não abaixa a cabeça diante das dificuldades da vida. Relativamente segura no universo do LOL (que, para quem não sabe, é um jogo online bem famoso), o que Bia não espera é que sua vida mudará de cabeças para o ar e, logo ela que odeia ser vista, precisará derrubar cada barreira que criou para si mesma.
Bia é bem gente como a gente. O livro começa com esse clima gosto de adolescência, então traz muito do que todos nós já sentimos (ou vamos sentir) um dia: sensação de não pertencimento, insegurança, vontade de abafar os ruídos do mundo, e medo do futuro e do que ele representa. Sendo assim, é bacana dizer que o livro foca na personagem, nas suas frustações, nos seus erros e – o que mais gostei – em seus aprendizados. Em um curto período de tempo, Bia enfrenta a mudança de casa, depois a escola nova e as pessoas bacanas que conhece lá, dois meninos lindos que criam borboletas em sua barriga, e também a necessidade de criar uma vida longe das batalhas virtuais. Essa personagem cresce muito durante a leitura e, sinceramente, é impossível não entendê-la e torcer por sua felicidade.
Além do amadurecimento da Bia o livro traz um romance fofo e inusitado. Tem um toque de triângulo amoroso que fez meu nariz torcer em um primeiro momento, mas que também me surpreendeu quando ele foi rapidamente apresentado e resolvido. A autora foi genial ao colocar dois personagens masculinos que acrescentam e colaboram para o crescimento da Bia, e não apenas para ela ficar pulando de braço em braço (odeio quando isso acontece). Fora que tem um momento, em que ambos narram um pedaço da história, que meu coração deu um saltinho gostoso de dúvida.
A personagem principal é demais, o romance é fofo (e bem coisa de primeiro amor, encontros e desencontros, primeiras vezes e tudo mais), o clima de games e de representatividade bem surpreendente, mas nada supera o final. Confesso que tem algumas coisinhas na história que me incomodaram – como a forma que a passagem de tempo é apresentada, a maneira como a protagonista compartilha algumas lembranças, e o desfecho apressado –, mas nada que diminua a mensagem que a autora deixou: vale a pena se conhecer e aprender a amar cada parte sua.
Para quem gosta de new adults cheios de encontros e desencontros, aprendizados e amadurecimento. Eis uma ótima dica!
Sobre a Série
Game Over é o primeiro volume de uma duologia. O segundo ainda será lançado e contará a história de um novo – e ao que tudo indica inflamável – casal.

Beijos


Comentários via Facebook

2 comentários:

  1. Que amorzinho este livro e que capa mais linda.
    Gostei bastante da resenha, fiquei até com vontade de ler agora mesmo, ainda mais que estou meio que nesta vibe de livros jovenzinhos com adolecentes se descobrindo.
    Dica de leitura ótima ;)

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  2. Quero ler, porem n curto triangulos amorosos. OH my God

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