janeiro 22, 2019

[Resenha] Torre do Alvorecer – Sarah J. Maas

No novo volume da série best-seller do The New York Times acompanhamos Chaol em uma tortuosa viagem a um império distante. Chaol Westfall sempre se definiu por sua lealdade inquebrável, sua força e sua posição como capitão da Guarda. Mas tudo mudou desde que o Castelo de Vidro se quebrou, seus homens foram abatidos e o rei de Adarlan o poupou de um golpe de morte, mas deixou seu corpo quebrado. Sua única chance de recuperação reside nos lendários curandeiros da Torre Cesme em Antica ― a fortaleza do poderoso império do continente do sul. E é para lá que ruma Chaol, acompanhado de Nesryn, única mulher na Guarda Real e sua nova capitã, depois de Chaol ter sido nomeado Mão do Rei. Mas com a guerra se aproximando de Dorian e com Aelin lutando por seu trono de direito, Chaol pode ser uma peça-chave para a sobrevivência dos dois jovens monarcas, convencendo outros governantes a se aliarem a eles. O que Chaol e Nesryn descobrem na Antica, no entanto, vai mudar os dois ― e ser mais vital para salvar Erilea do que eles poderiam ter imaginado.

Alta Fantasia • Editora Galera Record • 644 Páginas • Classificação: 5/5
Skoob • Compre: Amazon • Resenha @mayeosvicios

 

 
A cada novo livro, Sarah J. Maas consegue me surpreender ainda mais com a maestria com que escreve e desenvolve suas histórias, cada volume está recheado de acontecimentos, cenários, personagens e surpresas que complementam o todo, encaixando pouco a pouco as peças no grande quebra-cabeças que é Trono de Vidro. Sarah em nenhum momento se perde ou parece estar nos enrolando, e em se tratando de uma série longa e com grandes calhamaços, sinto muito orgulho em dizer que vale a pena cada palavra lida, e que estes livros gigantes ao final parecem pequenos para tanta história que contém.

 
Contém Spoilers dos volumes anteriores.
 
Neste volume acompanhamos Chaol, ex-capitão da guarda de Adarlan e agora Mão do Rei Dorien, em sua jornada para o reino de Antica, local onde vivem os mais poderosos curandeiros, a procura da cura para o terrível mal que o atingira na fatídica batalha do Castelo de Vidro e o deixou com sequelas que podem durar a vida inteira. Ele e Nesryn, a atual capitã da guarda de Adarlan, chegam a um novo continente, onde os costumes são diferentes dos seus (embora seja a terra natal de Nesryn), onde não sabem em quem podem confiar e mais importante ainda, onde não sabem se a escuridão dos valg já não se infiltrara neste reino também.
 
Chaol precisa conquistar a confiança do Rei de Antica e de seus filhos, que têm suas própria dores e batalhas a superar, um reino cheio de intrigas e rivalidade entre os próprios irmãos; ao mesmo tempo em que trabalha com a curandeira Irene (que não gosta nem um pouco do nosso capitão, por motivos pessoais) para recuperar seus movimentos e poder lutar ao lado de Dorian e Aelin na batalha final que ainda está por vir.
 
E, enquanto luta para ganhar a confiança do Rei e pela sua cura, Nesryn ao lado do príncipe Sartaq tem uma missão particular, onde descobrem que a escuridão e o terror dos valg é muito maior e mais complexa do que imaginavam e que definitivamente precisarão de toda a ajuda possível nesta batalha épica que aguarda todos os reinos. Por sinal, gostei muito de conhecer mais da capitã e da sua família, como ela é forte e também nobre, ao mesmo tempo em que por meio dela temos uma visão do príncipe Sartaq, o filho mais velho do Rei de Antica.
 
Torre do Alvorecer é uma obra imensa, complexa, riquíssima em detalhes e que nos apresenta novas personagens que simplesmente nos encantam e acrescentam mais ainda a esta história que já é dona do meu coração. Tanta coisa acontece neste livro que, confesso, é até difícil expressar em palavras o quão maravilhoso ele é. Além disso, é importante dizer que o principal foco aqui é a redenção de Chaol, nosso herói, que desde o primeiro volume já havia me conquistado com seu coração honesto e cheio de bravura, mas que não está imune a cometer erros. Sempre torci para Chaol, e tenho um imenso carinho por ele, que destaca-se e tem papel fundamental em meio a reis e rainhas com poderes além da imaginação. Então, após esta leitura somente consolidei mais ainda minha opinião sobre este homem que acima de tudo é humano, que comete erros, mas que é leal e faz e fará
de tudo pelo que acredita ser certo, para lutar contra a escuridão valg e defender aqueles que ama.
 
Definitivamente, se você leitor ainda não conhece o trabalho da Sarah J. Maas eu peço que faça um esforço para incluir em sua meta de leitura deste ano, pois tenho certeza que não irá se arrepender. É maravilhoso, épico e, sinceramente, não sei se meu coração está preparado para o volume final.
 

 

Beijos

 

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