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abril 20, 2021

DICAS DE LIVROS ESCRITOS POR AUTORES INDÍGENAS

Todo dia 19 comemoramos aqui no Brasil, e em todos os países da América, o Dia do índio ou Dia dos Povos Indígenas. Esta data foi escolhida por conta do dia em que vários representantes indígenas, de vários países, se reuniram em 1940 no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Esse evento tinha o objetivo de discutir inúmeras pautas que diziam respeito às comunidades indígenas após todos esses séculos de colonização.

Com o Primeiro Congresso, diversas políticas públicas foram adotadas e, uma das decisões tomadas, foi a escolha desta data do congresso como homenagem ao Dia do índio. E, a partir do ano seguinte, 19 de Abril já estava marcado nos calendários de todos os países americanos.

A comemoração do Dia do índio tem o propósito de também preservar a memória e proporcionar reflexão da importância desses povos para toda a sociedade. Por isso, hoje estamos trazendo dicas de livros e autores indígenas para que possamos entender ainda mais essa cultura e escutar essas vozes que foram caladas por tantos anos. Estão preparados para anotar tudo? Então vamos lá!

 

AILTON KRENAK

Ailton nasceu em Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce, em 1953. Com 17 anos ele se mudou para o Paraná, se alfabetizou, se tornou jornalista e produtor gráfico. Além de escritor, ele já foi e continua sendo envolvido em milhares de causas e projetos indígenas. Se a gente fosse falar tudo, daria um post apenas sobre ele. Por isso vamos destacar alguns pontos importantes (ou seja, quase tudo haha).

  • Em 1985, Ailton fundou a organização Núcleo de Cultura Indígena, que tem o objetivo de promover a cultura indígena para todo o país.
  • Em 1987, ele participou da Assembléia Constituinte que estava elaborando a Constituição Brasileira de 1988. Nesse episódio, Ailton protagonizou uma das cenas mais marcantes da época: pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo em protesto ao retrocesso da luta pelos direitos indígenas.
  • Depois desse momento icônico, neste mesmo ano Ailton participou da Fundação da União dos Povos Indígenas
  • Em 1989, participou da Aliança dos Povos da Floresta, que estabeleceu as reservas naturais da Amazônia.
  • No ano de 1999 ele escreveu seu primeiro conto “O Eterno Retorno do Encontro” que foi publicado no livro “A Outra Margem do Ocidente”.
  • No ano de 2000, Ailton participou de um documentário produzido pela TV Escola chamado “Índios no Brasil”.
  • Em 2014, ele foi palestrante de um seminário internacional chamado “Os Mil Nomes de Gaia”.
  • Em 2016, Ailton ganhou o título de Professor Doutor Honoris Causa na UFJF. Esse prêmio é um reconhecimento pela luta das causas indígenas e pelas causas ambientais.

Isso não é nem metade de tudo o que Ailton fez e já muita coisa, imagina só toda a passagem que ele já tem por aqui? Abaixo tem 2 livros e 1 artigo muito importantes que ele escreveu e que, COM CERTEZA, vale a pena dar uma chance.

 

DANIEL MUNDURUKU

Daniel Munduruku nasceu em 1964, na cidade de Belém, pertence à etnia indígena Munduruku. Além de ser um autor e professor brasileiro. Ele se graduou em História, Psicologia e Filosofia na UNISAL e fez mestrado e doutorado em Educação pela USP. Também tem pós-doutorado em Linguística pela UFSCar.

Atualmente, Daniel é Diretor-Presidente do Instituto Uk’a – Casa dos Saberes Ancestrais, faz parte da Academia de Letras de Lorena e é totalmente presente nas causas indígenas do Brasil. Sem contar os infinitos prêmios nacionais e internacionais que ele já recebeu (Prêmio Jabuti, Tolerância, Prêmio Érico Vanucci Mendes), Daniel é autor de 54 obras, a maioria Infanto-Juvenil. 54 obras, dá para acreditar? Que incrível!

 

GRAÇA GRAÚNA

Graça Graúna, na verdade, se chama Maria das Graças Ferreira e é uma escritora brasileira que nasceu em São José do Campestre. Ela se formou no curso de Letras da UFP, lá também cursou o seu mestrado sobre Mitos Indígenas na Literatura Infantil e fez o doutorado sobre Literatura Contemporânea no Brasil.

Graça é descendente de potiguaras e coordenou o Projeto de Especialização Para Formação de Professores Indígenas em Pernambuco. Com 9 obras publicadas, ela é uma das maiores referências da literatura indígenas que existe no país.

 

KAKÁ WERÁ

Kaká Werá Jacupé nasceu na cidade de São Paulo em 1964. Ele é conferencista brasileiro indígena do povo tapuia, escritor e ambientalista. Além disso, Kaká é fundador do Instituto Arapoty, empreendedor da rede Ashoka e conselheiro da Bovespa Social e Ambiental. Como se não fosse o bastante, ele ainda ensina na Unipaz e na Fundação Peirópolis. Kaká também já palestrou em vários países e fez conferências sobre diversidade no Reino Unido, França, Israel, Índia, México e Estados Unidos.

Em 2014, ele foi candidato pelo Partido Verde ao Senado Brasileiro representando o estado de São Paulo. Mas, em 2018, Kaká se uniu à REDE e se candidatou ao cargo de Deputado Federal também por São Paulo. Além dos seus grandes feitos, Kaká tem 7 livros publicados e é um dos autores indígenas mais importantes da literatura.

 

LIA MINÁPOTY

Lia nasceu no estado do Amazonas e é uma brasileira da tribo indígena Maraguá (que fica na Amazônia). Ela é palestrante e também atua em causas de reconhecimento da literatura indígena. Casada com Yaguarê Yamã (escritor, ilustrador e geógrafo), eles já escreveram até um livro juntos chamado “A árvore de carne e outros contos”. E, além disso, faz sucesso com uma das suas principais obras, “Com a noite vem o sono”, uma história que fala sobre a origem da noite para a tribo em que pertence, os maraguás.

Então é isso, pessoal, espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouquinho da vida e das obras desses autores incríveis. Reforçamos o quanto é importante a gente dar valor aos escritores indígenas e escutar todas as histórias que eles tem para nos contar. Conhecer a cultura que deu origem a nossa é a melhor forma de nos entendermos como cidadãos individuais e como sociedade. Ou seja, leiam escritores indígenas!

Beijos!

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